Um drible no favoritismo rubro-negro 26 julho 2015 goias x flamengo mascotes - Elson Souto

Não fiz curso de técnico de futebol. Sou um mero escriba das manhãs de domingo, pincelando algumas impressões sobre o meu, o seu, o nosso Time de Coração…

Mesmo não possuindo gabarito para o exercício daquela função, na condição de técnico do Goiás, eu teria treinado durante toda a semana no sistema tático de três zagueiros. Um deles – talvez o Fred, pela estatura – teria a função exclusiva de marcar o atacante Paolo Guerrero, o melhor atacante de toda a América, atualmente.

Guerrero exaltou sua estreia pelo FlamengoNão se trata de complexo de inferioridade ou medo exacerbado. É reconhecer que o atacante do time adversário é, no momento, parafraseando o meu bom amigo Wanderson Sarshicha, o “bixo-da-goiaba”.

E se o Goiás conseguisse anular o tal Guerrero?!? Com ele fora de combate e analisando que o outro astro da companhia, Emerson Sheik, está suspenso, não há dúvidas que o Flamengo tornar-se-ia um time muito mais do que comum, a começar pelo limitado técnico, que não é nem tampouco será, um treinador de ponta no disputado futebol brasileiro.

Não vejo demérito em uma marcação homem a homem, se esse tal “homem”, for a sensação do torneio. Vi, nos idos tempos de 1982, em plena Copa do Mundo, o técnico italiano Enzo Bearzot reconhecer a superioridade brasileira, à época, e “colar” o defensor Gentile no meia-atacante Zico, o maior astro da seleção canarinho, comandada por Telê Santana.

Zico_vs_GentileGentile entrou com nítida missão de não deixar o “Galinho de Quintino” jogar. E conseguiu. Ao ter a melhor peça anulada, aliado às falhas do sistema defensivo, inclusive do goleiro Waldir Peres, o Brasil desmoronou. A Itália, infinitamente inferior tecnicamente, acabava por desclassificar  uma das melhores seleções brasileiras de todos os tempos.  Ao final, sagrou-se campeã mundial na Espanha, batendo nada mais, nada menos que a Alemanha. 

É apenas um exemplo. Futebol mudou muito. Evoluiu. Tudo bem, tudo certo… Contudo, uma coisa que não mudou no futebol – e talvez nunca mude – foi o tal do “craque”. Esse aí, desde que Charles Miller inventou o futebol, se não for marcado de perto, desequilibra o jogo. 

Hoje à tarde no Serra Dourada, teremos um “craque” em campo. Se o Goiás de Julinho Camargo souber anulá-lo, as chances de ganhar o confronto serão grandes. Todavia, se o time esmeraldino ficar com vergonha de reconhecer o talento do peruano Guerrero, mantendo uma marcação por zona, a possibilidade de perder o embate aumenta substancialmente.

Quanto à escalação esmeraldina, Julinho praticamente definiu a equipe com Liniker ao lado de Felipe Menezes no meio-campo, e Rodrigo e David como volantes. É o melhor que o Goiás tem hoje. Não há muito espaço para invenções. Vai dar certo?!? Espero que sim, mas Julinho ou qualquer outro técnico, não faria muito diferente disso, diante do plantel que a agremiação esmeraldina possui.

Estou com pressentimento que o” Julim Camargordin” respira no cargo, após o jogo da tarde de hoje…

Isso é tudo, por hoje, Família Esmeraldina! Até domingo que vem…!! 

  Juninho BILL

(Fotos: Portais Futebol Nostálgico e Globoesporte)

 

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3 Comentários Quero comentar!

  • Estamos com a corda no pescoço e precisamos mais do que nunca de uma vitória hoje, jogo complicado mas acredito e estarei no estádio torcendo pela reabilitação do Verdaoooo…vamos Periquito depenar o urubu kkkkk

    Comentário by Manoel — 26 de julho de 2015 @ 14:13

  • ONDE ASSINO JUIMMMMM?

    Comentário by Rubs — 26 de julho de 2015 @ 17:02

  • Esse bixo da goiaba vai fazer nada hoje não Bill…kkkkkkk Parabéns pelo belo texto meu amigo Juninho Bill o barão do toca!!!

    Comentário by Wanderson Frose — 26 de julho de 2015 @ 19:11

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