Tinha tudo para dar certo… 29 junho 2015 Gol do Erik - FLU

Augusto César, técnico interino do Goiás, fez três mudanças no modelo de jogo do ex-treinador Hélio dos Anjos. Todas válidas e precisam ser insistentemente treinadas:

1) Felipe Menezes alternou com Bruno Henrique a responsabilidade de recompor a segunda linha de quatro. Até o gol de Érik, aos 33 minutos do 1º tempo, Felipe Menezes voltava para ajudar na marcação. Depois do gol, Bruno Henrique recuava pelo lado direito, deixando o camisa 10 livre do compromisso.

Felipe Menezes era o responsável por recompor a segunda linha de quatro antes do gol do Érik.

 

 

Bruno Henrique recompõe a segunda linha de quatro após o gol do Érik.

 

2) Érik jogou aonde gosta: perto do gol. Hélio dos Anjos até sabia disso – na sua chegada a Goiânia deu entrevista dizendo que queria o jovem finalizando as jogadas. Mas na prática colocou-o pelos flancos para a criação.

Mapa de calor do garoto Érik contra o Fluminense (sob o comando do interino Augusto César).

 

3) Os laterais (ainda tímidos) apareceram como opções para o sistema ofensivo. Taticamente é o que se espera deles: atacar sem deixar o sistema defensivo desguarnecido. Rafael Forster e Clayton Sales tiveram o maior percentual da posse de bola pelo time esmeraldino, com 6% cada. Agora é treinar jogadas pelos flancos com a presença dos demais jogadores.

E o que impressionou foi a velocidade na transição ofensiva do trio Renan, Liniker e Érik. O goleiro lançou o meia que com um toque deixou o atacante na cara do gol. Érik precisou dar só mais um toque antes de finalizar para o fundo das redes do goleiro Cavalieri.

 

Após o lançamento com as mãos do goleiro Renan, Liniker precisou dar um toque na bola para deixar Érik na cara do gol e fazer 1 a 0.

 

As notas negativas do jogo ficam por conta de Felipe Menezes e Bruno Henrique.

O primeiro mostra que é titular somente por causa do nome. O camisa 10, que também foi formado nas categorias de base do Goiás, errou gol na cara no 1º tempo, perdeu pênalti na segunda etapa e demonstra cada vez mais que não tem um futebol dinâmico. É lento e fraco fisicamente. O novo comandante Augusto César precisa urgentemente estudar uma alternativa para o problema.

 

Felipe Menezes tem a chance de ampliar o placar, mas não consegue.

 

Quem observar o início da jogada da imagem acima vai notar que Felipe Menezes errou (mais um) passe fácil. Érik é quem rouba a bola e parte em velocidade para o campo de ataque.

O segundo errou mais um gol na cara do goleiro. Na verdade, nesse jogo especificamente, foram dois. Em todos os jogos Bruno Henrique tem chances claríssimas de fazer gols, mas tem pecado nas finalizações.

No início do 2º tempo, Bruno Henrique perde mais um gol.

 

O Goiás ainda teve um homem a mais durante 26 minutos após a expulsão do zagueiro Gum e dois jogadores a mais durante 13 minutos com a lesão do meia Vinícius. Mas, assim como foi contra o Joinville, não conseguiu furar a retranca do time carioca.

Se Augusto César continuar no time principal, vai ter que demonstrar evolução daqui pra frente. É necessário ter a convicção de que futebol moderno deixou de ser exclusivamente de resultados e passou a contar também com o desempenho. E vai precisar ser corajoso: Felipe Menezes não tem condições técnicas e físicas para ser titular.

Rodolpho Chinem

(Foto/destaque: Site Oficial do Goiás Esporte Clube)

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3 Comentários Quero comentar!

  • Boa análise, Rodolfo.
    Estou curioso pra ver o mapa de FRIO do Sleep Menezes.

    Comentário by Vinicius Claudio — 29 de junho de 2015 @ 1:04

  • Boa, Vinicius Claudio!

    Comentário by Rodolpho Chinem — 29 de junho de 2015 @ 1:19

  • EU ACREDITO NO TRI CAMPEONATO DA SERIE B DE 2016!!!

    Comentário by FABIO ANTONIO DA SILVA — 29 de junho de 2015 @ 10:20

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