Sistema defensivo não evoluiu com Léo Condé 26 julho 2016 Condé

A peleja entre Joinville x Goiás teve um nível tático altamente superior ao Goiás x Náutico. O time catarinense apresentou o básico para uma defesa de um time profissional: marcação por zona e duas linhas de quatro bem compactadas do início ao fim. Muita concentração e intensidade, apesar das limitações técnicas de seus jogadores.

 

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Coisa que o Goiás não tem, diga-se de passagem. O sistema defensivo do time esmeraldino é digno de um time de pelada: marcação individual, pouca pressão no portador da bola e duas linhas formadas por seis jogadores: a primeira com quatro (Juninho, Wesley, Anderson Salles e Jonathan) e a segunda com dois (Patrick e David).

A recomposição pelos lados é quase nula. É comum ver os laterais Juninho e Jonathan “estourando” a primeira linha defensiva por causa disso. Ou os dois volantes acabam sobrecarregados ficando em inferioridade numérica tendo que combater os lados e abrindo espaço pelo meio.

 

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A jogada acontece com Rossi pelo lado direito. Apenas David aparece para dar opção de passe

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Goiás não fecha as duas linhas de quatro ou suas variações

 

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Em outro ataque do Joinville, a câmera flagra os dez jogadores de linha do Goiás: quatro deles estão completamente fora de combate

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Na sequência da jogada do frame anterior, David aparece recompondo a segunda linha. Léo Lima, Léo Sena e Carlos pouco ajudam na marcação

 

É bem verdade que Rossi entre os meias e atacantes é o que mais ajuda na recomposição inclusive roubando algumas bolas.

Mas é pouco. Daí a sensação de que nossos zagueiros, laterais e volantes são ruins. Podem até ser, mas essa conclusão só pode ser obtida num sistema defensivo organizado.

 

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Flagra do sistema defensivo esmeraldino com sete jogadores. Ainda assim é pouco

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Sistema defensivo do Goiás deixa o meio completamente exposto

 

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Carlos não recompõe pelos lados

 

E como parar uma bola aérea em que os adversários são tão mais altos? Difícil.

Tite no Corinthians colocava os seus 11 jogadores dentro da área num escanteio defensivo. Assim, tem jogadores suficientes para aplicar a marcação mista completa (individual e por zona).

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No escanteio defensivo contra o Goiás em 2015, o Corinthians de Tite colocou os 11 jogadores dentro da própria área

Léo Condé utiliza basicamente a marcação individual – cada um pega o seu. Apenas dois defensores aplicaram por zona: um no primeiro pau e outro na bola em velocidade. Os gols do Joinville saíram ou no rebote ou numa segunda bola. Daí a importância de ter também a marcação por zona numa jogada assim.

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Na sequência da jogada, Bertotto aparece livre após Rafael Donato escorar de cabeça. Daí a importância de ter a marcação mista (individual e por zona) num escanteio defensivo

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Escanteio do segundo gol do Joinville: apenas Juninho e Léo Lima marcam por zona enquanto o restante dos defensores fazem marcação individual. Johnathan aparece no início da jogada marcando Bertotto

 

Houve erro de arbitragem? Sim. O árbitro prejudicou o Goiás ao dar uma falta inexistente do Patrick no primeiro gol. Mas também deixou de dar um pênalti que Léo Lima cometeu no escanteio aos 41 minutos do primeiro tempo quando segurou Donato.

Penalti não marcado cometido por Léo Lima

Penalti não marcado cometido por Léo Lima

 

O sistema ofensivo sob o comando de Léo Condé evoluiu em relação à Enderson Moreira. Troca de passes, apoio e triangulações tem sido constantes. Estágio esse que deveria ser apresentado nos primeiros meses do ano. Falta muito para uma equipe que precisa fazer campanha de campeão a partir de agora para conseguir uma vaga na Série A. É preciso melhorar principalmente a amplitude, mobilidade e compactação ofensiva. Por isso, vai encontrar dificuldades com times minimamente organizados, como foi o caso dessa derrota para o JEC.

Em suma, o objetivo do Goiás hoje é de se manter na Série B.

Rodolpho Chinem

(Fotos: Reprodução: PREMIER/SporTV)

 

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