Sensível evolução, porém ainda falta treinamento 3 agosto 2015 Coxa

Os minutos iniciais da peleja indicaram como Érik iria atuar: aberto pela direita, procurando explorar os espaços entre o lateral e o zagueiro para infiltrar em diagonal.

 

Goiás com: Renan; Gimenez, Fred, Felipe Macedo e Diogo Barbosa; Rodrigo, Patrick, David e Felipe Menezes; Érik e Murilo.

 

Para não ter uma equipe desequilibrada ofensivamente, o lateral direito Gimenez subiu mais do que o habitual. Foi dele o passe / assistência para o gol de Liniker.

 

Mapa de calor do lateral direito Gimenez contra o Coritiba: predominância do meio para frente (Fonte: Footstats).

Na recomposição, Érik alternou com Felipe Menezes a responsabilidade de auxiliar o sistema defensivo. Mas, por vários momentos durante o jogo, nenhum dos dois ajudaram na marcação. Sobrou para o volante Rodrigo.

Mesmo sem Érik estar em campo e com o lance ter sido trabalhado após um escanteio, foi assim que surgiu o gol do Coritiba: Rodrigo está no combate pelo setor direito do Goiás e Fred, Felipe Macedo e Rafael Forster estão marcando quatro adversários. Como se não bastasse a inferioridade numérica dentro da própria área, a sobra também era da equipe paranaense.

 

Fred, Felipe Macedo e Rafael Forster estão em inferioridade numérica dentro da própria área no gol do Coritiba. A sobra também era da equipe paranaense (Reprodução: PFC / TV GLOBO).

  

O problema não foi tomar o gol de empate aos 45 minutos da etapa final. O problema foi não ter matado o jogo, principalmente no primeiro tempo.

Nos últimos quatro jogos (período em que o Goiás foi comando por Julinho Camargo), o Goiás finalizou 39 vezes e fez dois gols. Ou seja, precisa de 19,5 chutes ou cabeceios para modificar o placar. É o terceiro pior aproveitamento da Série A (repito: dos últimos quatro jogos). São números quantitativos e não qualitativos. Mas, todos os torcedores esmeraldinos sabem da dificuldade que Bruno Henrique e Murilo tem de enfiar a pelota para o fundo das redes.

Veja o ranking da quantidade de finalizações (Estatísticas: Footstats) para cada gol marcado nos últimos quatro jogos:

1 – Corinthians – 1 gol a cada 5,1 finalizações

2 – Santos – 1 gol a cada 6,2 finalizações

3 – Palmeiras – 1 gol a cada 7,2 finalizações

4 – Sport – 1 gol a cada 7,6 finalizações

5 – São Paulo e Fluminense – 1 gol a cada 8,8 finalizações

7 – Atlético MG – 1 gol a cada 9 finalizações

8 – Internacional – 1 gol a cada 9,5 finalizações

9 – Figueirense – 1 gol a cada 10 finalizações

10 – Vasco – 1 gol a cada 10,6 finalizações

11 – Avaí – 1 gol a cada 11,2 finalizações

12 – Atlético PR – 1 gol a cada 12,8 finalizações

13 – Chapecoense – 1 gol a cada 13 finalizações

14 – Joinville – 1 gol a cada 13,3 finalizações

15 – Coritiba – 1 gol a cada 14,3 finalizações

16 – Flamengo – 1 gol a cada 15,2 finalizações

17 – Grêmio – 1 gol a cada 17,3 finalizações

18 – Goiás – 1 gol a cada 19,5 finalizações

19 – Ponte Preta – 1 gol a cada 27 finalizações

20 – Cruzeiro – 1 gol a cada 29,5 finalizações

Rodolpho Chinem

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