Ressaca de omelete, ops, Emelec! 19 outubro 2014 goiás x gremio

Foi uma oportunidade ímpar para ganhar o jogo no Serra Dourada, acumular mais três pontos e se distanciar de vez, da zona maldita.

 

O Goiás Esporte Clube não soube aproveitar a chance, não ganhou do Grêmio, que convenhamos, sem Rhodolfo, Giuliano, Barcos, e, a partir do meio segundo tempo, sem o arqueiro Marcelo Grohe, é um time comum.

 

Contudo, o time esmeraldino estava visivelmente abalado com a desclassificação na Copa Sul-Americana na quarta-feira contra o Emelec/EQU. Apesar de ter ganhado o jogo, ficou fora da competição após a  cobrança de penaltys.

 

Era visível a apatia da equipe. O Goiás não tinha forças para atacar, não tinha forças para ir para cima do adversário. Sem discutir a qualidade do Grêmio, que evidentemente existe com a presença de Luiz Felipe Scolari no banco, o time verde tinha amplas condições de ganhar o jogo, entretanto, sucumbiu em sua missão.

 

A bem da verdade, como vem acontecendo há muito tempo, não houve na tarde deste sábado nada de excepcional no jogo. Tudo que o torcedor e crônica esportiva está acostumada a ver: um Goiás sem variações de jogadas, que luta para não levar gols, e, se der e for possível, fazer algum.

 

O problema é que parece que a equipe dá sinais que não treina cobranças de faltas nem tampouco escanteios. Ora, quando o time não tem jogadas tem que se valer das bolas paradas. E o Goiás, infelizmente não tem nenhuma… Nem Amaral, nem o Jackson, nem tampouco Ramon não avançam para completar os cruzamentos de cabeça na área.

 

Como não poderia deixar de ser, o jogo foi pífio, chato de assistir, uma espécie de “peladão”. Ruim demais.

 

Drubscky, por sua vez, continua achando que está tudo normal. Na entrevista coletiva concedida ao final do jogo disse que no intervalo pensou em tirar o Samuel para ver se melhorava o rendimento do time, mas como “ele reagiu bem”, desistiu da substituição. Ah, não… sinceramente, fala sério!! O Samuel parece um CONE em campo, na medida em que não se desloca para receber as bolas, não participa das tabelas e também não está na área para receber cruzamentos!!!  Por tais razões, tem recebido nas redes sociais, o “carinhoso” codinome de SamuCONE.

 

É possível afirmar que o Goiás sente falta demais do Erik, que hoje estava suspenso. Já virou um talismã, uma estrela, um diamante a ser ainda mais lapidado. É rápido, sagaz e objetivo. Exatamente o contrário do Samuel e do Bruno Mineiro. Ora, mas se o Goiás optou por jogar aproveitando contra-ataques, não pode abrir mão da velocidade do garoto. Assim sendo, Erik, por sua vez, precisa se policiar evitando cartões amarelos infantis. Afinal, sua função é atacar e não combater… evidencia-se, portanto, que a maioria dos cartões que o atacante recebe, se dá em razão de reclamações. Algo a ser trabalhado pelos psicoterapeutas urgentemente. O Goiás não pode se dar ao luxo de ficar sem o atleta nessa reta final de campeonato.

 

Faltando nove rodadas para o final do torneio, não compactuo com a demissão do Drubscky, nesse momento. Para manter o Goiás na primeira divisão não é necessário contratar outro treinador. Só serviria para  tumultuar o ambiente. Faltam nove pontos para não haver nenhum risco de rebaixamento e eles podem perfeitamente ser obtidos nos confrontos contra Sport, Bahia, CAP e Chapecoense .

 

Porém, algo resta claro nesse momento: os clubes treinados pelo Sr. Drubscky são medrosos, pouco objetivos e preguiçosos. O Goiás é só mais um… assimilou todas as características do técnico.

 

Para o campeonato goiano, nosso eterno laboratório, seria muito interessante começar com novo técnico, que tivesse representação no cenário nacional, para avaliar a base, implantar novas metodologias fisiológicas, além de aprimorar variações técnicas e táticas. É necessário iniciar a temporada em nível nacional, a partir de maio, de uma forma diferente, ousada, articulada e coesa, sob o comando de um técnico que apresente tais características.

 

Drubscky, infelizmente, não conseguiria tal desiderato apostando apenas em suas intuições “pardalescas”.

 

O Goiás precisa crescer, ser forte, ganhar títulos de expressão e isso só é possível se houver planejamento a longo prazo… É difícil entender isso??

 

Juninho BILL

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Jornalista e Bacharel em Direito

3 Comentários Quero comentar!

  • E verdade viu bill,queremos titulos

    Comentário by ludmilla — 19 de outubro de 2014 @ 2:48

  • Boa coluna, meu amigo. Concordo sobre a apatia, mas a justifico mais pelo calor do que pela ressaca. E perdemos a jogada aérea realmente. Abraço verde!

    Comentário by Elder Dias — 19 de outubro de 2014 @ 3:11

  • Eu já fui a favor da demissão do Drubscky, confesso. Mas neste momento eu creio que ele deve continuar, para se livrar do rebaixamento, pois um clube que acha que já escapou, geralmente acaba rebaixado.

    Para 2015, creio que deveria vir um técnico com mais pulso firme, e que invente menos.
    Ao contrário da maioria eu acho que o título Goiano é importante sim!!
    Outras providências devem ser tomadas, manter/extender vínculo de jogadores como: Amaral, Esquerdinha, Erick, Thiago Mendes..So faltaria dois bons laterais, e um atacante de verdade!!
    Se o Goiás escapar do rebaixamento com o teto salarial imposto, seria enorme vitória, porque em 2015 poderemos cobrar do Rassi um time mais qualificado conforme ele prometeu!!

    Comentário by Felipe — 20 de outubro de 2014 @ 20:40

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