Para ver, rever e aprender… 14 junho 2016 Banner Dever de casa

Goiás e Oeste entraram em campo com contextos diferentes: o primeiro estava sendo comandando pelo interino Danny Sérgio após a demissão de Enderson Moreira e o segundo tinha em seu banco Fernando Diniz, técnico que chegou em meados de maio.

 

Isto é, o time paulista vem trabalhando para consolidar o seu MODELO DE JOGO enquanto o Verdão está fazendo a transição para o novo treinador Léo Condé. Portanto, a estratégia de Danny Sérgio não poderia ser outra: ser o ANTI MODELO DE JOGO de Fernando Diniz.

 

O Oeste procura trabalhar a pelota até mesmo dentro de sua própria área. O goleiro Felipe Alves, de fato, é o primeiro atacante do time. O objetivo disso é que os jogadores tenham APOIO (posicionamento inteligente para dar opções de passe para o jogador que estiver portando a bola) para criar SUPERIORIDADE NUMÉRICA em qualquer região do campo. E, atuando assim, o time paulista consegue ter PROFUNDIDADE (distância entre a linha mais recuada e a linha mais avançada da equipe com a bola). Ou seja, a ideia é criar espaços no sistema defensivo do time adversário.

 

Para combater essa característica, o Goiás avançou suas linhas para fazer a marcação alta, uma vez que roubar a bola do goleiro e zagueiros é mais fácil do que dos atacantes. E se conseguir roubar, pega o sistema defensivo desorganizado e próximo do gol. Mas o combate esmeraldino foi desordenado. Nas vezes que conseguiu desarmar os jogadores do Oeste, principalmente no primeiro tempo, surgiram as melhores oportunidades. Inclusive o gol de Rossi.

  Xina 1

A importância de ter os 11 jogadores participando de todas as fases do jogo: Thalles rouba a bola e arma o contra-ataque para o gol de Rossi (Reprodução: PREMIERE).

  

Xina II

Após a roubada do MEIA Thalles, o Oeste está com sua defesa desorganizada (Reprodução: PREMIERE).

 

 Xina III

Thalles dribla seu marcador e já aparece na condição de 3 atacantes contra 1 defensor – superioridade numérica (Reprodução: PREMIERE).

  

O Oeste manteve-se fiel ao seu modelo de jogo, mesmo com o placar adverso. Toque de bola sempre com 3 jogadores como opção de passe. Ninguém fica parado. Até criar uma situação de SUPERIORIDADE NUMÉRICA. E um passe desconcertante deixou Léo Arthur na cara do gol para empatar o placar. É o coletivo que potencializa o individual.

Xina IV

Oeste com superioridade numérica (4 contra 3) na região em que a bola está no início do gol de empate (Reprodução: PREMIERE).

  

Xina V

O coletivo potencializa o individual: Léo Arthur fica na cara do goleiro Renan após troca de passes para empatar o placar (Reprodução: PREMIERE).

 

Não há nada de inovador nesse time do Oeste. O que existe é uma equipe bem treinada, uma equipe conceituada. Conceitos baseados no coletivo. Algo raro no Brasil hoje. Fernando Diniz levou o Audax a final do Campeonato Paulista. Poderia levar o Goiás de volta à elite do futebol brasileiro.

Rodolpho Chinem

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1 Comentário Quero comentar!

  • Boa tarde’

    Amigos que dirigem e comandam o site Família Esmeraldina, o que foi que aconteceu que o site ficou fora do ar ?

    Queria dizer que sentimos muita a falta dos comentários de vcs.

    Abraços a todos

    Ary Jr.

    Comentário by Ary — 18 de junho de 2016 @ 19:08

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