Os mínimos detalhes da derrota para o lanterna! 22 junho 2015 image

A quantidade de erros individuais e coletivos do Goiás diante do ex-lanterna do Brasileirão beirou o absurdo.

No gol de empate do Joinville, Clayton Sales inexplicavelmente sai da primeira linha de defesa no início da jogada para marcar um adversário no meio de campo:

Clayton Sales segue o jogador adversário até o meio de campo. Felipe Macedo erra na marcação e Fred está distante para fazer a cobertura.

 

Na sequência, Felipe Macedo fica no mano a mano com Kempes e é facilmente driblado. Como se não bastasse, Fred está longe de Felipe Macedo para para fazer a cobertura. Note ainda na imagem o espaço entre os zagueiros e os volantes mal explorado pelo Joinville. Erros de marcação, posicionamento, cobertura e compactação defensiva.

Foi fatal. Não só pelo empate, mas pela injeção de ânimo ao time catarinense que ainda não tinha vencido ninguém. A virada, com apoio da torcida, mostrou ser questão de tempo. E o gol veio na bola parada…

No escanteio, Rodrigo percebe que o time adversário pode sair jogando ao invés de alçar a bola na área. Situação que foi prontamente abortada com a marcação de Diogo Barbosa em cima do jogador que receberia a bola. O problema é que Rodrigo não retornou para a grande área. Erro grotesco, porquê Rodrigo é jogador de marcação individual na bola aérea. Não era o Rodrigo que deveria sair e sim Felipe Menezes que era o responsável pelo primeiro pau.

 

Rodrigo, jogador de marcação individual na bola aérea, está fora da área para coibir a possibilidade do Joinville sair jogando no escanteio. Será que essa situação já foi simulada em treino?

 

Para completar a quantidade de erros dessa tarde, Hélio dos Anjos não soube jogar com superioridade numérica durante 26 minutos. É incrível a incapacidade de boa parte dos treinadores brasileiros quando se deparam com essa situação. Situações como essa podem ocorrer em momentos rápidos durante a partida, como por exemplo, quando algum jogador adversário está recebendo atendimento médico fora de campo. O Goiás teve mais da metade do segundo tempo para aproveitar a expulsão do Diego, mas nada de extraordinário aconteceu.

Não aconteceu por falta de conhecimento tático.

Os defensores esmeraldinos circulavam a bola na primeira linha com grande número de jogadores, não deixando muitos à frente para ultrapassar as linhas adversárias:

Quatro jogadores em linha (mais o volante um pouco mais adiantado) contra apenas um adversário – A superioridade numérica no momento errado do jogo

 

Cinco jogadores sendo marcados por apenas dois adversários – A expulsão do jogador do Joinville não favoreceu em nada para o Goiás

 

Mesmo com um homem a menos, Adílson Batista conseguiu ter sempre mais jogadores nas zonas mais perigosas. O lance mais agudo do Goiás após a expulsão do Diego foi com a jogada individual de Bruno Henrique.

Zagueiro do Joinville aparece na cobertura ao jogador que marcava o portador da bola. A superioridade numérica na zona mais perigosa não deixou de existir mesmo com um homem a menos.

 

Quando Joinville tinha a posse de bola, teve tranquilidade para construir as jogadas, muito em função da pouca pressão exercida pelo Goiás. Essa pressão era obrigatória, afinal, era 11 contra 10:

Jogador do Joinville tem espaço para avançar e criar mais um perigo à meta de Renan: Felipe Macedo, em tarde desastrosa, fura a bola e Kempes perde a chance de ampliar o placar.

 

Está aí (mais) uma prova de que Hélio dos Anjos parou no tempo. Conceitos do treinador esmeraldino foram superados. Hélio não deveria ter sido contratado. Agora precisa ser demitido. O Goiás, no final do mês de junho, no final da 8ª rodada do Brasileirão, vai ter de começar do zero.

Rodolpho Chinem

(Foto destaque: Carlos JR/Folhapress)

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