O tempo não pára… 18 novembro 2016 tempo não para

Os últimos dias foram de reflexão sobre muitos assuntos relacionados ao nosso tão querido esmeraldino e por mais que muitos dos torcedores, desde o mais cético ao mais louco, está muito chateado, e tal chateação não é somente por este ano de 2016 humilhante, fatidico e ´porque não vergonhoso, mas de anos a finco, principalmente depois da saída e praticamente extermínio do então diretor de futebol e depois presidente Raimundo Queiroz.

Naquele tempo, em que o Goiás disputava a série A no ano de 2005, dificilmente havia  público inferior a 12.500 pessoas. Naquele ano, vimos um Souza terminar o campeonato com 18 gols, Paulo Baier, Rodrigo Tabata e Roni ambos com 8 gols cada, e terminarmos com um honroso 3º lugar com direito a um super jogaço na 38º rodada com o Campeão Corinthians, com Serra  Dourada absolutamente empapuçado. Eu estava lá!

Em 2009 vivemos, céu e inferno simultaneamente, com então Presidente também exterminado Syd de Oliveira Reis, por ter enfrentado de alguma forma o “Rei” (vendeu o Felipe Menezes sem a benção) e viveu o exílio financeiro até o fim. Vivemos o inferno de sermos rebaixados para a série B de 2010, mas vivemos o “céu” de certa forma com o Esmeraldino na final da Sul-Americana com Rafael Moura em sua melhor temporada e jogando demais, e acabamos como Vice Campeões.

Não saimos por campeões e a vaga direta na Libertadores porque estavámos abandonados pela CBF, porque já estavámos rebaixados, e imagino que seria demais para esta instituição ter um time na Libertadores disputando 2º divisão do Brasileiro. Faltou força política. Faltou…diretoria!
Disso a torcida se lembra com muita clareza, pois o tempo eternizou estes momentos, e se pegarmos o Goiás em toda sua história de existência, penso que podemos cravar que foi os dois períodos mais importantes e marcantes que o esmeraldino viveu.

É amigos, “o tempo não para” ! E infelizmente estes períodos dos quais experimentamos alguma “grandeza”, ao que parece trataram de tentar apagá-las devido as pessoas que lá estavam denegrindo-as de alguma forma. “Quanta babaquice!”

O Goiás  Esporte Clube na atualidade é um “cara” com uma metralhadora cheia de magoas que atira e fere seus torcedores. Muito se fala por parte do corpo diretivo, de planos de conquistas, mas suas idéias não correspondem aos fatos. Vivemos ano, após ano, sem data para comemorar. E os torcedores, que partido tomam? Não tem partido, mas, um ou milhares de corações partidos. O tesão que a torcida esmeraldina tinha outrora, agora virou risco de vida, beirando a série C neste 2016.

Novamente, a diretoria rolou os dados e trouxe de volta Harlei Menezes para diretor de futebol, que aceitou o desafio e a empreitada de uma, “barca furada”, de novo, mas desta vez com mais recursos, e mais autonomia. É uma chance de ouro pra se curar velhas feridas e tentar resolver alguns pequenos – grandes problemas do passado!

O novo Diretor de Futebol não só tem a missão de restruturar o profissional profundamente, tornando-o competitivo e devolvendo-o para a Série A em 2018, como também as categorias de base, onde, o Goiás perde de 4 pro Vila, na Serrinha, e o Colorando jogando com 10 praticamente o jogo todo! É Diretor, é preciso ter pulso e culhões, porque a coisa está séria! Como o velho – novo diretor conhece muito bem os céus que não são de Brigadeiro mas de Pinheiro do Goiás Esporte Clube, assim esperamos que se tenha um 2017 com menos relâmpagos e ventanias tão fortes. A política assim como o futebol, é uma arte!

Sua principal função Diretor, além destas ditas acima de forma resumida (há muito mais que não vem a tona), é de, se for possível, dar ao Goiás uma Ideologia pra viver, porque hoje não temos.


IDEOLOGIA DE GIGANTE, IDEOLOGIA DE GRANDE, porque nunca fomos, e é isso que a torcida tanto sonha! Não adianta se ter uma linda piscina cheia de ratos!

Para um bom entendedor, pingo é letra,  compreenderam e entenderam a coluna de hoje!
                                                                                              Até a próxima irmãos esmeraldinos!

Wendell Faleiro

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4 Comentários Quero comentar!

  • Onde assino essa obra?. Acho que cheguei ao mesmo ponto que você! Estamos em um ponto no qual depositamos em Harlei Menezes nosso ultimo suspiro de esperança, esperança de voltar a esses tempos de glórias! A nosso esperança se baseia nos seguintes pontos: O Harlei ama o Goiás, e ele tem influência sobre o “colegiado”; E 2017 não temos um teto de 50.000,00. Deus abençoe o Goiás, e o Harlei é claro, que ele se torne tão importante fora de campo como foi dentro dele.

    Comentário by Hiago — 18 de novembro de 2016 @ 17:31

  • É… O que dizer desses dois únicos momentos? 2010 eu estava naquela final emocionante, e ali com certeza tínhamos uma ideologia e um motivo para bater no peito e gritar com orgulho. Como dito na coluna, precisamos de um novo motivo para ter o prazer de torcer e ir ao estadio apoiar novamente, uma nova cara. Esses últimos anos, absoluta decadência, perdendo final do fraquíssimo Campeonato Goiano para um timinho, custando ganhar outras finais para times de interior, rebaixamento e ainda assistir o Goias passear na porta da série C o ano todo com perigo de rebaixamento, e com pessoas poderosas ali dentro que pouco se importam. Excelente coluna, nos fez lembrar bons momentos, e uma boa direção para o novo Diretor de Futebol refletir.

    Comentário by Brayan — 18 de novembro de 2016 @ 17:33

  • Top viu parabéns ,vamos espera nem,esperamos (torcedores) que não nos decepcionar nem novamente…

    Comentário by Lud — 18 de novembro de 2016 @ 19:30

  • Bom dia a todos os brotheres verdes, respeito a opinião de todos que defendem a volta do Harley mas não concordo, ele Harley disse que estudou seis meses pra ser gestor de futebol, estudou o qué ? Não basta ter estudo, tem que ter planejamento, ousadia, ir a campo a procura e não ficar contratando por celular, ter campo e penetração no meio do futebol, isso ele tem ? E outra coisa respeito todos os meus brothers, mas de onde alguns tiraram que o Harley e o maior ídolo da história do Goiás eu não sei, voces garotos não viram nem 10% do que eu e muitos ja viram na história do nosso amado verde, caráter, amor a camisa, profissionalismo e nada de panela são algumas características que fazem um grande ídolo, o citado tá longe disso. Mas como o meu amor pelo verde e imenso eu gostaria de queimar a língua sobre o referido assunto, vamos ver. Aliás os grandes gestores no meio do futebol na europa, estudam anos e anos, vão a campo, fazem estágios com os melhores na área, e o cara estuda seis meses e acha que tá bom.
    E pra não esquecer, levamos de 7 ( sete ) no sub 20 do eterno freguês fubá.

    Comentário by CESAR PETRI — 21 de novembro de 2016 @ 10:22

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