O samba verde de uma nota só 4 agosto 2014 Fluminense x Goiás

Sempre elogiei o trabalho do técnico Ricardo Drubscky. Trata-se de um estrategista, um estudioso e sabe armar uma linha defensiva como ninguém. Hoje, entretanto, merece críticas.

 

O Goiás perdeu o jogo para o Fluminense no estádio do Maracanã em razão de duas falhas individuais, uma do Ramon e outra, uma pixotada do zagueiro Pedro Henrique. Fim de jogo, Fluminense 2×0 Goiás. Ora, e a culpa é do Drubscky?? Especificamente pelas falhas individuais que resultaram na derrota, não, entretanto, a culpa – e muita – reside na demora para reagir…

 

O Goiás levou o segundo gol aos vinte (20’) minutos do primeiro tempo. Drubscky só promoveu substituições que ameaçaram surtir algum efeito aos trinta (30’) minutos do segundo tempo. Espera aí… cinquenta e cinco (55’) minutos para refletir e tentar alguma coisa? É muito, muito tempo, professor!! A partida dura apenas noventa (90’) minutos!!

 

Aos trinta minutos do segundo tempo, quando o time já se desesperava, o treinador resolveu colocar o Esquerdinha em campo. Demorou demais!! Não resolveu, na medida em que o técnico do Fluminense já havia recomposto o time carioca com a entrada do atleta Chiquinho. Resumindo: a equipe esmeraldina atacou e dominou o segundo tempo, do primeiro ao trigésimo minuto, mas não conseguiu o gol. Quando resolveu acertar o meio do campo, já era tarde, pois o Fluminense já havia se reestruturado em campo. A verdade é única: o Goiás não fez os gols quando conseguiu dominar o jogo, e, como não poderia deixar de ser, perdeu o confronto.

 

Nesta tarde, o time verde foi obrigado a jogar num sistema que não está acostumado. Isso é irritante, visto que a equipe se limita a se defender e jogar no contra-ataque. Se sair perdendo, não tem forças para reagir!! Não há treinos para a alternância do esquema de jogo?? Não é possível, Sr. Drubscky!! Não é difícil concluir que o Goiás foi para o Rio de Janeiro com o nítido intuito de não levar gols. Quando o Fluminense se desesperasse, sairia em contra-ataque e caso fizesse um gol, se retrancaria novamente. Deu muito errado… a zaga, o esteio do time, falhou solenemente e quem passou a jogar no contra-ataque foi a equipe carioca. Considerando que o Goiás não sabe jogar para cima do adversário; considerando que não tem talentos para armação das jogadas de meio campo; e, considerando, por fim que o treinador não treina outro esquema, e ainda, que demora demais para reagir diante dos eventuais golpes sofridos, a história não poderia ser diferente: derrota.

 

O esquema defensivo funciona na maioria das vezes, é fato. Mas também com quatro volantes em campo, Thiago Mendes, David, Amaral e Ramon como é que não funciona?? Sim, amigos, o Ramon é um volante melhorado. Mas se houver um revés?? Se o time levar um gol e tiver que reagir, quem é o responsável por colocar a bola debaixo do braço, armar jogadas e colocar o atacante na cara do gol?? Ninguém…!! No banco de reservas, há figuras apáticas como Tiago Real e João Paulo, contudo, o Esquerdinha, toda vez que entra em campo, altera por completo, o modo de jogar da equipe esmeraldina. Ora, ora, então porque ele não entra logo de início, nobre treinador??? Desculpe minha santa ignorância… não consigo entender!!

 

Os críticos diriam: “ah, mas você quer o quê? Com um time desses, o Goiás vai lutar para não cair!”  Ok, conheço as limitações da equipe, mas sem ninguém para armar a equipe no meio, pode trazer o Van Persie ou o Robben para jogar no lugar do Bruno Mineiro. O rapaz é um etíope!! Um passa fome!! Como fazer gols se o meio-campo não faz a bola chegar até ele?? Ah, pára né?!?!? No dialeto goianês, a interjeição seria: “Me ajuda aê, Drubscky!!”

 

Óbvio que a diretoria também tem culpa. Mesmo que o Esquerdinha fosse esse armador – ele sabe jogar dessa forma – e encaixasse no time se tivesse oportunidade, não há reservas a altura. Também não há reservas para o próprio Bruno Mineiro!! Se ele se contundir ou for suspenso por cartões, o solucionador dos problemas é Assuério… Ah, chega por hoje, né??

 

Senhor Drubscky, admiro e respeito muito seu trabalho, todavia, alguns dos seus conceitos devem ser revistos imediatamente!! Treinar a variação do esquema tático para casos emergenciais é medida que se impõe de forma urgente!!

 

 

                                                                                                                      Juninho BILL

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Jornalista e Bacharel em Direito

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