O passeio celeste: Uma mão na taça! 7 setembro 2014 Cruzeiro

Campeonato Brasileiro Série A. Primeiro turno encerrado. Já é possível vislumbrar algumas conclusões.

 

O São Paulo possui um elenco formidável, talento puro na essência da palavra. Se o entrosamento de tantas estrelas não demorar a ocorrer, tem chances concretas de brigar pelo título. Sim…! O quarteto fantástico existe e tem amplas chances de funcionar.

 

Já o Fluminense tem bom elenco, peças excepcionais e diferenciadas como Conca e outros, contudo a comissão técnica não está à altura para disputar e ganhar o campeonato. O treinador cai em armadilhas arcaicas, bisonhas e sofre aqui e acolá, “nós táticos” dos adversários, que desmontam seu esquema de jogo.

 

Por sua vez, o Internacional, além de possuir majestoso elenco, a comissão técnica esnoba habilidades. O problema colorado é a instabilidade. Ganha confrontos complicados e perde embates com baixo grau de dificuldade. Essa falta de sequência e regularidade é o seu pecado. Um exemplo? Derrota vexatória, de virada, para o Figueirense no Beira-Rio no final do turno. É, entretanto, candidato a brigar pela taça de campeão, se conseguir, neste segundo turno, superar tal deficiência.

 

Os Clubes: Grêmio, Corinthians e Atlético/MG estão em igualdade de condições e muito se assemelham. São candidatíssimos ao G4, uma vez que possuem bons plantéis e comissões técnicas respeitáveis, todavia, como numa daquelas mágicas só existentes e possíveis no mundo do futebol, as engrenagens não se encaixam e, por consequência, são insuficientes para a disputa do título.

 

E o Cruzeiro?? Ah… o Cruzeiro é um caso à parte. Qualquer amante do futebol aprecia assistir uma partida da raposa. Uma série de fatores lhe remetem ao ápice, tais como conjunto, entrosamento, talentos individuais, esquema tático, técnico e fisiológico, além de postura equilibrada da diretoria que cumpre regiamente os compromissos assumidos e não admite o desmanche do time ao final das temporadas.

 

Porta-se a equipe celeste como estrela de primeira grandeza, com estrutura sólida e negociações equilibradas, proporcionando ao técnico a possibilidade de substituir com qualidade os atletas que por ventura estejam contundidos, suspensos ou convocados pela CBF. Exemplo? Mesmo cedendo as estrelas Everton Ribeiro e Ricardo Goulart para excursionar com a seleção brasileira, peitou o Fluminense no Maracanã de igual para igual, chegou mesmo a estar ganhando, e no final, sob forte pressão, cedeu o empate.

 

É o campeão virtual. Bicampeão melhor dizendo, na medida em que se acontecer, terá sido de forma consecutiva. Dificilmente perderá o título, a não ser que haja uma catástrofe. A bem da verdade, o Cruzeiro aprendeu jogar por pontos corridos. Sua regularidade é simplesmente impressionante.

 

Excetuados estas sete agremiações, outros sete disputam um campeonato particular. Santos, Flamengo, Goiás, Botafogo, Palmeiras, Sport e Atlético/PR lutam entre si para ficarem mais bem colocados entre o oitavo e o décimo quarto lugar. Nada além disso. O Atlético/PR tem chances de sair desse grupo, afinal contratou essa semana, o aprendiz de treinador, Claudinei Oliveira. No mais, todos os outros são equipes comuns, medianas, sem excepcionalidades, com um ou outro diferencial, contudo, não possuem coelhos para tirar da cartola daqui para o final do returno.

 

Por fim, aquelas equipes que não possuem sequer a cartola, quiçá, o coelho. Assim, fatalmente disputarão o rebaixamento, se confirmar a imersão no lodo do Atlético/PR, ele próprio e mais seis agremiações: Figueirense, Chapecoense, Criciúma, Coritiba, Bahia e Vitória. Sem organização dos dirigentes, comissões técnicas incompetentes e elencos de qualidade temerária, quatro deles fatalmente experimentarão o ácido e amargo gosto da segunda divisão em 2015.

 

Eis as minhas apostas, sem quaisquer paixões ou clubismos, afinal a imparcialidade jornalística deve prevalecer. Portanto, que venha o Flamengo próxima vítima a ser dilacerada, na primeira rodada do returno na Arena pantanal, em Cuiabá…!

 

                                                                                                                      Juninho BILL

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Jornalista e Bacharel em Direito

2 Comentários Quero comentar!

  • Que texto bem feito, você escreveu toda a verdade sobre futebol brasileiro sem nenhum bairrismo. Depois do Goiás o único time que torço de fora é o Cruzeiro e eu acho que está no papo esse título. E gostei do aprendiz de treinador do técnico do Atlético do PR, pode ter certeza que esse time vai ladeira abaixo.

    Comentário by salome machado — 8 de setembro de 2014 @ 21:20

  • Obrigado de coração pelo elogio, Salome Machado.
    São leitores como você que nos entusiasmam a continuar escrevendo essas poucas e mal traçadas linhas…
    Obrigado pelo prestígio…!!!

    Comentário by Juninho BILL — 16 de setembro de 2014 @ 17:58

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