O jogo dos sete erros 27 julho 2016 RADIOS FM GOIANIA

O gol do Luverdense é bastante simbólico: representa o caos que é o sistema defensivo esmeraldino. A jogada nasce com a bola saindo do goleiro aos 39:42 e cruza a linha do gol de Ivan aos 40:12. São 30 segundos com 7 erros do Goiás:

1) Transição defensiva lenta: Mesmo com a bola saindo das mãos do goleiro Diogo Silva, mesmo o jogo estando 1 a 0 para o Goiás e mesmo faltando apenas 5 minutos (além dos acréscimos) para acabar o jogo, as linhas não são recompostas em momento algum durante toda a jogada.

2) Falta de pressão no portador da bola: A bola fica por 8 segundos sob a posse do meio campista (que recebeu do goleiro) do time mato-grossense sem ninguém para tentar desarmá-lo.

Meio campista do Luverdense recebe a bola do goleiro e fica com ela por 8 segundos sem ninguém incomodá-lo

Meio campista do Luverdense recebe a bola do goleiro e fica com ela por 8 segundos sem ninguém incomodá-lo

 

3) Falta de reação: Léo Sena fica olhando toda a jogada. Não recompõe, não fecha nenhuma linha de passe em progressão… Não faz nada.

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Léo Sena não esboça nenhum tipo de reação durante a jogada inteira

 

4) Marcação individual: Essa é uma das características que demonstra o atraso do futebol brasileiro. Não é exclusividade de Léo Condé. Muito pelo contrário. São raros os times brasileiros que marcam por zona. Anderson Salles e Jeferson fazem marcação individual a jogada inteira. Na verdade, fizeram a partida inteira.

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Anderson Salles completamente fora de sua linha e na frente de Patrick e David também: consequência da marcação individual

 

5) Falta de retardamento: Retardamento é o princípio que reduz a velocidade do jogo. Se Anderson Salles saiu completamente de sua linha (inclusive estando à frente de David e Patrick), deveria dar o bote no adversário, custe o que custar. Nem que a consequência disso seja uma falta ou até mesmo um cartão amarelo.

6) Falta de compactação: É difícil traçar as linhas defensivas do Goiás de tão bagunçadas que são. Mas dá pra notar que quatro jogadores adversários tem espaço pra jogar entre as linhas do Goiás.

Quatro jogadores do Luverdense trabalham no espaço entre as linhas defensivas do Goiás

Quatro jogadores do Luverdense trabalham no espaço entre as linhas defensivas do Goiás

 

7) Inferioridade numérica: O Luverdense entra com 3 jogadores na região mais favorável para o atacante dentro da área: o centro. Apenas David e Johnathan estão nessa região. E são envolvidos facilmente.

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Três atacantes contra dois defensores na região mais perigosa da área: o centro

Culpa dos volantes? Culpa dos laterais? Culpa dos zagueiros? Ou culpa de um sistema que, além de ser feito por apenas 6 jogadores de linha, tem poucos princípios estruturais e os que tem estão completamente atrasados? Definitivamente, como reiterado na coluna anterior, o sistema defensivo do técnico Léo Condé não funciona.

Rodolpho Chinem

(Fotos: Reprodução Premier)

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3 Comentários Quero comentar!

  • Até comentei com um amigo no momento do gol, não tem zaga que aguente essa pressão que o Goiás toma durante o jogo, e olha que ontem foi bem pouca se não teríamos perdido o jogo… no momento do gol a ultima imagem se vê claramente a falta de organização tática da zaga, quem sai para dar combate na lateral e nosso “back” Wesley Matos, o lateral levou bola nas costas e os volantes não cobriram, o time do meio para trás e um deus nos acuda.

    Comentário by Marco — 27 de julho de 2016 @ 11:44

  • Não funciona mesmo, esse esquema do Leo Conde. Treinador fraco e pequeno para o tamanho do Goiás, assim como são fracas e pequenas a mentalidade de quem comanda o clube. Sem planejamento Xina, não tem esquema que de conta, sem condição física não tem esquema que de jeito. O Goiás é um amontoado de jogadores que estão completamente acéfalos, pois o time na sua cupula não pensa e age com efeito retardado.

    Comentário by cicero jr — 27 de julho de 2016 @ 13:32

  • Excelente análise, Rodolpho. E também é incrível, como desde da época do Enderson, o comportamento desse “amontoado” (isso não é um time, como bem disse o Cição) quando faltam 8 a 10 minutos pro jogo acabar. Além do preparo físico esmeraldino que não tá lá essas coisas, nossos goleiros não sabem catimbar (fazem de forma equivocada e quase sempre em momentos inoportunos que resultam em mais acréscimos – fora os cartões amarelos que estes tomam!) e o time se retrai de uma forma que chama o adversário pra cima MESMO! Parece um “salve-se quem puder” como você mostrou o caso do Anderson Sales e não há recomposição, compactação, porque parece que passa um filme na cabeça desse “amontoado” e nesse esforço de querer segurar resultado quase sempre resulta em empate do adversário, aí esquecem marcação, tática e no final das contas, o GOIÁS DANÇA! Quer dizer, o fator psicológico mesmo com um “amontoado” mais experiente como esse nosso de agora, está totalmente DESESTRUTURADO!
    Saudações Esmeraldinas a todos, apesar dos pesares!

    Comentário by GoiásAtéMorrer! — 28 de julho de 2016 @ 10:31

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