Não foi dessa vez… 2 agosto 2015 gol goiás

Jogar contra uma equipe verde, fora de casa, às 11h da manhã era um belo prenúncio. A última vez que isso havia ocorrido, o time ganhou. Foi contra o Palmeira no Allianz Park…

Poderia ter sido a redenção para Julinho Camargo. Um fôlego, pelo menos… A equipe, muito bem organizada em campo, “engoliu” o Coritiba no primeiro tempo. Trocava passes com incrível facilidade como há muito tempo não se via. Avassalador. A maior prova disso foi a substituição do lateral Henrique pelo meia  Hélder, que o técnico Ney Franco fez aos vinte minutos do primeiro tempo, na tentativa de reorganizar o time Coxa Branca, que naquele momento, estava “encaixotado”. Faltou o gol. Faltou o atacante matador. Mas aí já não é culpa do Julinho…

O Goiás chegou ao gol no segundo tempo com o prata da casa Liniker, que havia entrado no lugar do volante Patrick. David, que estava mais adiantado, passou a exercer o papel de cabeça de área. E o gol saiu “muito cedo”, aos (24) minutos da etapa complementar. Sim…!! Foi cedo demais porque houve muito tempo para a equipe da casa reagir. E ela o fez, na base do “abafa”, sufocando o Goiás, outrora soberano, em seu próprio campo. 

Julinho errou. Ao converter o primeiro gol era hora de explorar o contra-ataque rápido e mortal com Erik. Porém, ele fez entrar Wesley, para desempenhar esse papel, e Rafael Forster para ajudar na marcação, deslocando Diogo Barbosa para meio-campo defensivo, na tentativa de segurar o resultado.

coxa2Não deu certo.

O alviverde do Paraná acabou por empatar o jogo aos (45) minutos – mais uma vez no final do jogo! – com Evandro. Ele chutou, a bola desviou em Forster e enganou, por completo, o goleiro Renan, que ainda tentou evitar com um “tapa de gato”, mas ela já havia ultrapassado a linha. 

A bem da verdade, há algumas conspirações do universo que são inexplicáveis. Como dizia a catedrática “filósofa” Chiquinha do seriado mexicano Chaves: “o que você tem de azar, você tem de azar!”. Quando a maré está ruim, se o sujeito cair de costas, quebra a dentadura… 

Sem qualquer clubismo, torcida ou recalque, hoje o Goiás mereceu vencer o jogo. O problema é que time não consegue sair do atoleiro. Ao enfrentar os figurantes da zona do rebaixamento, os denominados adversários diretos – Joinville, Coritiba e Vasco – não ganhou de nenhum deles. E o pior: domingo que vem tem o Clube Atlético Mineiro, o líder, o papa-tudo do torneio. A única vantagem é que o jogo é no Serra Dourada. Fosse no Independência, em Belo Horizonte, a derrota seria certa.

Não é muito animadora a sequência do Periquito do Cerrado, uma vez que após o Atlético/MG, enfrentará a Chapecoense, um time encardido que geralmente vende caro os pontos, e, encerrando o primeiro turno, o São Paulo no Morumbi. Portanto, a chance do Goiás entrar no returno na zona da degola é muito grande. Certamente o treinador Julinho Camargo, o menos culpado, “pagará o pato”, ao invés do “protegido” que vive a cometer insanidades, Harlei Menezes. 

O prazo fatal para inscrever reforços é (15/09), e a perspectiva é desanimadora se considerarmos o histórico de conduta da diretoria de futebol nestes sete meses de gestão. O time, pelo jeito, vai ser este até o fim do certame. Gostou?!? Não…?!? Lamento. É a triste realidade.

Oremos. 

Isso é tudo, por hoje, Família Esmeraldina! Até domingo que vem…!! 

  Juninho BILL

(Fotos: Portais Gazeta Esportiva e Terra)

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5 Comentários Quero comentar!

  • Mais uma vez perdemos a vitória!!! E assim caminha a humanidade esmeraldina!!!

    Comentário by Manoel — 2 de agosto de 2015 @ 20:08

  • Tá fácil não, cumpádi Mané véi!!
    Pra quê recuar daquele tanto? Fazer o Forster entrar pra colocar o Diogo Barbosa para congestionar o meio-campo?? Atrair o adversário para o seu campo nunca foi boa tática.

    Comentário by Juninho BILL — 2 de agosto de 2015 @ 20:16

  • Correta a sua leitura do jogo, Juninho. Infelizmente, o Julinho acertou em uma e vacilou em DUAS SUBSTITUIÇÕES, que foram fatais pro resultado da partida.

    Em todo o primeiro tempo e até o momento do gol do GOIÁS, já no segundo tempo, o esquema do técnico esmeraldino tinha seus méritos, o VERDÃO jogou de forma aguerrida, marcou bem a saída de bola do coxa porém pecava nas finalizações e como peca nas finalizações o time esmeraldino…no primeiro tempo, quando saiu aquele gol impedido e anulado do coritiba começou a passar na cabeça o filme do jogo contra o flamengo e outras partidas…não me lembro nos últimos anos de termos um time que perdesse tantos gols assim. Temos jogadores rápidos na frente, mas NENHUM tem cacoete de finalizador, tanto que o gol esmeraldino saiu de um meia. Aí saí o gol e o Julinho, coitado, doido pra conseguir a primeira vitória, tira Murilo e Erik pra colocar o poste do Wesley e o Forster, jogadores que pra mim já tinham saído do GOIÁS, pois nem ouvia falar neles…chama o time paranaense pra cima do GOIÁS e o coxa, no apagar das luzes, consegue o gol de empate, com direito a bola desviar no Forster e matar o Renan. E semana que vem tem um tal de atlético-MG e nada de movimentação por parte da diretoria esmeraldina…que povo lerda, meu Deus…

    Comentário by Vinicius Claudio — 2 de agosto de 2015 @ 20:49

  • Perfeita sua visão de jogo, Vinicius Claudio!
    Obrigado pela audiência e comentário.
    Concordo com tudo que vc disse.

    Comentário by Juninho BILL — 2 de agosto de 2015 @ 20:56

  • Desde o dia da demissão do Robson Gomes eu avisei que o Goiás tinha dado um enorme passo rumo ao fracasso em qualquer que fosse a competição, mas os ANOS que comandam o Goiás se acham os economistas do Planeta Terra e que ele era um grande prejuízo, mas agora estão vendo que essa atitude foi o famoso “barato que sai caro”, quem viu o time de 2014 sabe muito bem que o time ganhou diversos jogos na força e não na técnica, já em 2015 estão todos vendo que o time além de ruim é fraco fisicamente e vem perdendo diversos jogos nos minutos finais.

    Fazendo uma simples conta, o Goiás gastava uma média de 1 milhão de reais com salários e impostos com o Robson Gomes, com isso não precisava contratar jogador caro e muito menos deixar o Edminho torrar o dinheiro do Goiás pagando propinas para times vencerem para o Goiás e até mesmo para times perderem para o Goiás como foi o caso do Internacional em 2007.

    Agora estou achando que está até demorando para o Edminho entrar na jogada e começar a fazer dividas milionárias para o Goiás pagar.

    Comentário by Marcos — 2 de agosto de 2015 @ 23:53

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