Futebol é feito pão e circo! 4 março 2016 pao e circo

Tentei evitar ao máximo falar do clássico de domingo passado, pois deve ser um jogo para ser esquecido, porém, não vi outra opção. Fiquei completamente decepcionado com a atuação do nosso time diante do Vila Nova, com o Serra Dourada estampado de verde e branco, com a empolgação extremamente grande, caixões pintados de vermelho, fantasminhas da “Série C”. Tudo parecia certo para uma vitória, mas ela não veio.

Após isso fiquei pensando em mil coisas que poderiam ter ocasionado aquele empate amargo e ruim, e cheguei à uma reflexão interessante: a acomodação. Simplesmente, não vi vontade e nem garra no time do Goiás para vencer o jogo. Mas porque a acomodação apareceu? Para enterdemos isso, é necessário voltarmos na primeira rodada do campeonato e analisarmos o primeiro clássico entre Goiás e Vila no ano.

jogoNaquela ocasião, boa parte da imprensa goiana e também de torcedores colorados (óbvio), consideravam o Vila como o favorito para vencer o clássico, pelo momento em que o time deles vinham com dois títulos conquistados e a lenda do “maior torcida do estado”. Teve até jogador provocando outro sem necessidade e torcida única, implementada exclusivamente pelos vileiros. A empolgação deles era máxima e isso fez com que a acomodação viesse junto, mas o resultado não foi o esperado. O Goiás entrou focado e determinado à provar o contrário, e conseguiu.

Visto isso, voltamos agora ao clássico do último domingo. A empolgação mudou de lado, e toda a imprensa considerava o Goiás como favorito. A empolgação veio e trouxe junto a acomodação na torcida, que também tinha a certeza de uma vitória (inclusive, eu). Todo mundo apostava em uma goleada do Verdão, porém, faltou sangue no olho (olho no sangue é só do lado deles), e o Vila fez de tudo para não passar o mesmo vexame que havia passado no primeiro jogo. Eles não venceram, mas saíram com um placar favorável ao time deles.

jogoatleticogoias_cristianoborgesÉ só lembrarmos também do jogo contra o Atlético. Viemos de uma derrota para o Goianésia, e a imprensa toda dizia que os rubro-negros seriam os favoritos, porém, fomos superiores e merecíamos a vitória, se o árbitro não tivesse assaltado o Goiás. É estranho dizer isso, mas parece que a empolgação anda trazendo muita acomodação, o que não acontecia nos anos anteriores, onde viàmos garra, vontade e foco total.

Temos um time forte e que sei que vai trazer muita empolgação ainda para a torcida, só que precisamos passar a ideia de seriedade, não fazermos “profecias” antes do apito final e termos certeza de que a vitória veio. Claro, isso tudo faz parte do futebol, porém, é necessário que apoiemos mais o Goiás e deixemos as brincadeiras para depois.

Pense na política de “pão e circo”. O “pão” é o principal, o que alimenta o público e o satisfaz, pois se não tem pão, não tem o “circo”. Traduzindo tudo: o pão é a vitória, e sem ele, não vai ter o circo, que é a provocação, as risadas e o divertimento. O futebol é feito de “pão e circo” e disso todo mundo que conhece um pouco de história, sabe disso.

 Wagner Oliveira

(Fotos: globoesporte.com)

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1 Comentário Quero comentar!

  • Ótima coluna Wagner! O empate com o Cila é muito mais amargo que a derrota para o Goianésia, hein! O efeito rivalidade pesa muito na impressão do torcedor sobre o time. Se tivesse ganhado de mísero 1×0 o clima seria bem diferente. Mas vida que segue! Esse goiano vai ser nosso!

    Comentário by Marcelo Profeta — 4 de março de 2016 @ 13:35

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