Fome de raposa, cheiro de galo e gosto de queijo 8 dezembro 2014 Serie-a-2014

Chegou ao fim o campeonato de futebol mais difícil das Américas: o brasileirão.

 

Superioridade ampla do Cruzeiro. A equipe assumiu a liderança do torneio na (6ª) rodada quando ganhou do São Paulo por 2×0. Permaneceu como primeiro até a (38ª) e última rodada, ganhando o título merecidamente com vantagem de (10) pontos sobre o segundo colocado. Não há quaisquer controvérsias. O Cruzeiro é o melhor time do País, disparado, e olha que já tem dois anos… Méritos da diretoria que negociou um bom contrato com o patrocinador, manteve a competente comissão técnica, o excelente elenco de 2013 e ainda trouxe reforços.

 

O São Paulo ficou com a (2ª) colocação e provou que Muricy Ramalho é o técnico perfeito para o clube. A título exemplificativo, o SPFC, após ter ganhado os brasileirões de 2006, 2007 e 2008, ficou em (3º) em 2009 – quando Muricy saiu – e a melhor colocação depois disso foi um (4º) lugar em 2012. Em 2013, o técnico reassumiu o time na zona de rebaixamento e acabou por terminar a temporada na (9ª) colocação. Ficou provado: com Muricy no comando, o tricolor paulista é outro time…

 

Cheio de altos e baixos, o Internacional encerrou o torneio na (3ª) colocação. O sprint final foi decisivo. O elenco é formidável. Porém, o artista colorado está no banco de reservas: atende pelo nome de Abelão! O saci de Porto Alegre vai disputar a Copa Libertadores, com méritos, em 2015.

 

O Corinthians… Ah, o Corinthians!!! Nunca se viu uma equipe tão amada e tão odiada ao mesmo tempo!! Conseguiu à duras penas a (4ª) colocação, já que o técnico encontrava-se em fase demissionária desde a (33ª) rodada. Foi muito proveitoso para quem ficou à deriva nas rodadas finais. Esse lugar na tabela obriga o gavião disputar uma tal pré-libertadores, da qual tem péssimas recordações. O “timão” é o único brasileiro eliminado na fase pré-libertadores, fato ocorrido em 2011, quando caiu diante do Tolima/COL. Sem comissão técnica no momento, é melhor a diretoria se apressar visto que o primeiro jogo da “pré” será em Janeiro, logo depois da pré-temporada.

 

O Atlético/MG encerrou sua participação no brasileirão na (5ª) colocação. Classificou-se para a Copa Libertadores por ter ganhado a Copa do Brasil. Em relação a este título, não se questiona a bravura do Galo, que antes de enfrentar o Cruzeiro na final, havia eliminado com doses espetaculares de dramaticidade, o Palmeiras, o Corinthians e o Flamengo. Todavia, resta claro que se o Cruzeiro não houvesse sido campeão brasileiro no domingo imediatamente anterior e ainda se houvesse riscos de ser alcançado pelo São Paulo, o Galo teria, com toda certeza, muito mais dificuldades para conseguir o troféu. O Cruzeiro estava, nitidamente, desinteressado…

 

A partir desse ponto da tabela, algumas decepções, outras surpresas, contudo, nada de anormal. O Fluminense sofreu com o aspecto financeiro. A hipótese do patrocinador máster sair do clube trouxe instabilidade ao plantel. Cristovão, apenas um treinador comum, não estava no nível do elenco, e o (6º) lugar foi uma ótima colocação se considerarmos o vexame de 2013; Já o Grêmio rifou Enderson Moreira para não perder a chance de contratar Felipão após o vexame da Copa do Mundo. O tiro saiu pela culatra. Inconstante e temerária, a equipe sucumbiu em jogos decisivos e acabou em (7º);

 

Dentre os outros tubarões do futebol, Santos em (9º), Flamengo em (10º) e Palmeiras em (16º). Este último, por um triz e tropeçando em suas próprias pernas, quase protagoniza um vexame no ano do centenário; Já o outrora gigante Botafogo, se afogou nas águas turbulentas da zona de rebaixamento e disputará a segunda divisão em 2015. Encerrou a disputa na (19ª) colocação.

 

As outras equipes são uma espécie de “segunda linha” do futebol brasileiro. Times medianos e coadjuvantes, que participam sempre, quase nunca chegam e, de quando em vez, ainda experimentam os perigos da zona maldita. São eles: Atlético/PR (8º), Sport (11º), Goiás (12º), Figueirense (13º), Coritiba (14º), Chapecoense (15º), Vitória (17º), Bahia (18º) e Criciúma (20º), esses três últimos, rebaixados.

 

O CAP foi uma surpresa. Considerando que o “Craudinei” era comandante, o time foi bem até demais. Ele assumiu o Furacão na (19ª) rodada em (11º) lugar. Chegou a figurar na (15ª) colocação na (27ª) rodada, mas se recuperou, sabe-se lá como (?), e encerrou o torneio com dignidade; Já o Sport, egresso da série B, desempenhou excelente papel e encerrou o torneio ganhando o jogo do vice-campeão;

 

E o Goiás?? Ah, o Goiás que tanta paixão desperta pelo Norte, Centro-Oeste e na grande Goiânia, fez exatamente o que se propôs a fazer no início do certame: não ser rebaixado. Obteve êxito, uma vez que durante todo o torneio sua pior colocação foi a (13ª). Não foi, em momento algum, porteiro da zona… Destarte, uma presidência conservadora em termos financeiros, uma diretoria retrógrada nas contratações, além de um técnico mediano e o elenco limitado, culminaram com a “festejada” (12ª) colocação. Excelente para Goiás, muito melhor para o meu amigo/irmão/parceiro Cícero JR, que só ficaria sem beber no natal e ano novo se o Goiás terminasse no G8. Portanto, caríssimo Marcelo (IN)Segurado, em nome da Família Esmeraldina, “agradeço-lhe” a honrosa colocação na segunda página da tabela classificatória…

 

Quanto aos demais clubes, nanicos como são, suas colocações foram mais do que justas. Nada de anormal ou extraordinário. Campanhas medianas, futebol de baixo nível e ausência de planejamento resultaram nas colocações que cada qual obteve.

 

O futebol tupiniquim em 2014, que teve inclusive uma Copa do Mundo perdida em casa, está encerrado. Nem mesmo o torneio mundial interclubes terá uma equipe brasileira esse ano. Vamos para 2015…!! Urgente!!!

 

Juninho BILL

Tags:

Jornalista e Bacharel em Direito

Nenhum Comentário Quero comentar!

Nenhum comentário ainda.

Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URL

Deixe um comentário