Faz parte do aprendizado errar na hora certa 18 junho 2014 Goleiro Mexicano Ochoa

A seleção brasileira jogou e empatou, sem abertura de contagem, com a equipe do México no Estádio Castelão em Fortaleza, pela segunda rodada da Copa do Mundo.

 

O jogo em si, foi tecnicamente fraco. Tantas vezes elogiei o Felipão, o rei dos azes na manga. Contudo, na tarde de ontem, ele foi infeliz. Não…!! não se trata, a partir de agora, do pior técnico do mundo, precisa ser trocado urgentemente ou qualquer blasfêmia de corneteiro. Não é nada disso, não me interpretem mal…!!

 

Vejam: com a contusão do atacante Hulk, o treinador optou (e errou!) pela entrada do volante Ramires. O certo seria a substituição por outro atacante de ofício. Resultado: a bola não chegou ao ataque. Evidente. Mas esperem… três volantes para segurar o México? Luiz Gustavo, Paulinho e Ramires?? Não me convence a retórica que os dois últimos podem jogar de meia. Ambos são volantes!! Não há discussão quanto a isso.

 

Pois bem, sem obter resultados com a estratégia escolhida, na volta para o segundo tempo, Felipão sacou Ramires e fez entrar o atacante Bernard. Ora, mas que bobagem!!! As peças de meio-campo que estavam inoperantes eram Paulinho e Oscar!! A falha do treinador trouxe duas consequências funestas: o México “alugou” o meio de campo face a ausência real do volante Ramires e a ausência virtual do volante Paulinho e passou a atacar incessantemente. A defesa brasileira sofreu; Inobstante a isso, Oscar não conseguia armar o jogo. Cientes de sua tarde pouco inspirada, a defesa recuperava a bola e dava chutões para frente tentando encontrar atacantes disponíveis. Não encontrava…

Felipão partiu então para o terceiro erro: sacou Fred e colocou Jô. Trocou seis por meia dúzia!! O problema não era que o Fred não fazia gol… o problema era que a bola não chegava nele!!! A bola, por acaso, chegou no Jô?? Não…! isso é um claro sinal que o problema não era a peça de ataque e sim a engrenagem que fazia ela rodar que estava capenga.

 

Oscar é instável, infelizmente. Faz uma apresentação de gala e três pífias. Lamentavelmente, o “homem” que o Felipão escolheu para ser o maestro, não consegue emplacar sequências de bons jogos. O treinador é teimoso, marrento, supersticioso, todos nós sabíamos. Ele ainda acredita que o Paulinho mostrará o vistoso futebol apresentado na copa das confederações. Não vai…

 

Luiz Felipe Scolari demorou vinte e oito minutos para ver que o Brasil tomava sufoco sem o cabeça de área Ramires e a inoperância explícita de Paulinho. Então veio o quarto erro: Fez entrar Willian no lugar de Oscar. Não que Oscar não devesse sair, mas é que a peça que deveria deixar o campo deveria ser o Paulinho para dar lugar ao Fernandinho. Se fosse para sacar o Oscar, o nome certo para substituí-lo seria Hernanes, com toda certeza…

 

A teimosia de Felipão também me assusta quando faz opção pelo goleiro Julio Cesar. Esse é quinto erro e o pior: contínuo. Ontem na hora do sufoco, em um ataque mexicano, o atacante chutou cruzado e nosso arqueiro fez o inimaginável para um goleiro profissional: espalmou para o meio da área! Se outro atacante viesse em velocidade para completar o eventual cruzamento, teria sido fatal… Será que Julio Cesar se esqueceu dos fundamentos básicos, aprendidos ainda escolinha de futebol, inerentes à posição de goleiro?? Ora, se não for possível encaixar a bola, espalme para fora ou para o lado, eis a primeira lição. Tão básico, tão trivial, tão óbvio que revejo o lance e não acredito que ele fez aquilo.

 

Quanto ao Neymar, teve duas chances claras de gol, defendidas por Ochoa, o santo milagreiro, a partir de hoje, padroeiro do México. Neymar é o ponto de desequilíbrio. Uma jogada diferenciada e ele está na cara do gol para marcar ou fazer uma assistência. O certo é que nosso ídolo também não foi bem na tarde de ontem, todavia, ainda assim foi o melhor brasileiro em campo e, além de tudo, tem inúmeros méritos anteriores. Uma palavra o define: craque.

 

Tivemos um revés na hora certa. Nessas alturas do campeonato, ainda é permitido errar. É possível também repensar a maneira de jogar contra adversários que executam marcação homem a homem, como o México fez. Não se trata de demérito estudar os adversários, encontrar alternativas e mudar a postura tática quando o panorama do jogo se alterar. Não há nada perdido. O sinal de alerta, nesse momento, foi excelente.

 

Até a próxima quarta!!

Juninho BILL

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Jornalista e Bacharel em Direito

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