Evolução na era Augusto César 7 julho 2015

Início do primeiro tempo contra o Corinthians no Serra Dourada. Após o zagueiro Fred cobrar a falta na barreira, o Goiás ganha escanteio. Diogo Barbosa se posiciona para a cobrança e Felipe Menezes aparece como opção para o passe curto:

 

(Reprodução: TV GLOBO).

A imagem mostra que não tem ninguém do time esmeraldino dentro da área. Rodrigo, Alex Alves, Wesley e Fred estão na linha da divisa, aguardando o que seria uma jogada ensaiada.

Diogo Barbosa toca para Liniker mais na intermediária. A equipe adversária (naturalmente) corre para sair da área. É a hora que os quatro entram na tentativa de ficar cara a cara com o goleiro Cássio.

 

Liniker busca o cruzamento. Rodrigo, Alex Alves, Wesley e Fred partem em direção contrária a defesa do Corinthians (Reprodução: TV GLOBO).

 

Teria dado certo se Liniker tivesse cruzado a bola no espaço vazio da imagem abaixo (circulo preto). A bola foi baixa (circulo amarelo) e a defesa do time paulista conseguiu afastar sem maiores dificuldades.

Liniker coloca a bola na região do circulo amarelo enquanto os jogadores esmeraldinos aguardam para um possível cruzamento na região do circulo preto (Reprodução: TV GLOBO).

 

O livro “Os Números do Jogo” dos autores americanos Chris Anderson e David Sally mostram que a média de gols originados de um escanteio na temporada 2010/2011 da Premier League foi de 0,022 por escanteio, ou seja, 1 tento a cada 45,5 tiros de canto.

O Barcelona de Joseph Guardiola dispensava os lançamentos para área até mesmo nos escanteios para manter a posse de bola. Como Augusto César não tem em mãos Xavi, Iniesta e Messi, preferiu fazer uma jogada ensaiada. Inteligentemente.

Rodolpho Chinem

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