Em meio ao caos, um pingo de esperança! 21 outubro 2015 san x goi

Com duas semanas de atraso, o técnico Artur Neto pediu demissão (ou foi demitido – fontes garantem que Harlei recebeu um telefonema no intervalo do jogo contra o Santos). O primeiro tempo da peleja desse domingo, com NENHUMA finalização do time esmeraldino (nem mesmo errada), foi mais uma indireta para a diretoria de que o elenco não queria Artur Neto. Essa mensagem já havia sido enviada no segundo tempo contra o Figueirense e na reunião que o elenco fez com o presidente Sérgio Rassi após a derrota para o time catarinense.

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Arthur Neto pediu demissão após o jogo contra o Santos (Foto: Site oficial do Goiás Esporte Clube).

Mas, nos dez dias de paralisação (devido as Eliminatórias da Copa do Mundo), nada aconteceu. Pra não ser injusto, foi nesse período que a diretoria estabeleceu a premiação de 1 milhão de reais para permanecer na Série A. O problema é que os próprios jogadores não acreditavam na competência de Artur Neto. Em outras palavras, poderia ser até 10 milhões que o grupo não conseguiria esboçar qualquer tipo de reação diante da crise instalada.

O problema do Goiás não era treinador. Passou a ser quando Artur Neto assumiu o comando. Na entrevista feita pelo Juninho Bill para o Família Esmeraldina, o blogueiro perguntou: Qual o critério técnico para a contratação do Artur Neto? O senhor recebe informações da metodologia de trabalho do atual treinador?

A resposta foi absurda: “Estamos em um momento que não se tem tempo hábil para ´novo` treinador. Até se aclimatar com clube, cidade, imprensa, torcida e cartolagem, já era… Mas seu trabalho está em avaliação a todo instante. Trata-se de ´amigo` do clube, pessoa de excelente caráter e apesar de ´não estar em exercício`, manteve-se acompanhando jogos e atualizado no meio”.

Artur Neto não manteve-se atualizado, presidente! Sua metodologia de trabalho é compatível com o mercado de dez anos atrás. Ou mais. Dez anos em se tratando de futebol é quase uma eternidade. Seus treinos são totalmente arcaicos. Faltou trabalhos táticos, faltou dinamismo, faltou intensidade. Faltou tudo!

E, apesar do Goiás estar no fundo do poço – hoje é o pior time da Série A, ainda existe chances matemáticas para permanecer na elite do futebol brasileiro. Mas não por competência do time esmeraldino e sim por incompetência dos adversários.

De acordo com o site Chance de Gol, com 43 pontos a probabilidade de permanecer na Série A é de 90% (contas feitas após o término da 31ª rodada). Hoje o Goiás tem 31 pontos e restam sete jogos (quatro deles em casa e três fora). Isto é, se vencer os quatro jogos no Serra Dourada (Cruzeiro, Internacional, Coritiba e São Paulo), sendo que contra o time paranaense é disputa direta, o Goiás chega aos 43 pontos e mantém chances gigantescas de não ser rebaixado.

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Pontos necessários para atingir o objetivo (Fonte: Chance de Gol).

O problema é que o futebol não é uma ciência exata. E para um novo desastre não acontecer, a diretoria precisa agir e apresentar um novo técnico urgentemente. Detalhe importante: precisa acertar no nome. Não pode ser um preparador de goleiros ou preparador físico. Precisa ser alguém que os jogadores consigam assimilar o trabalho em curto prazo para ter êxito nos próximos dois meses. Precisa ser alguém que trabalhe também pensando em 2016, independente da divisão, independente de quem seja o próximo presidente. Precisa ser alguém competente, atualizado, com convicções e princípios estruturais para formatação de um modelo de jogo.

Pedir desculpas a Julinho Camargo e tentar recontratá-lo seria o mais viável… Mas a soberba da diretoria esmeraldina jamais permitiria que isso ocorresse…!

Rodolpho Chinem

 

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