Crise na Dry World afeta clubes e Goiás pode rescindir 3 novembro 2016 Dry World

A Dry World chegou no Brasil como uma marca inovadora e que tinha tudo para fazer sucesso com os clubes brasileiros. Logo de cara, no começo do ano, ela acertou com três clubes brasileiros: Atlético-MG, Fluminense e o Goiás, que inclusive, no lançamento de uniformes, fez uma grande festa de apresentação e elogios a marca. O que não se esperava era a falta de compromisso da empresa com os clubes, inclusive, com o Verdão.

Em meio à uma grande crise financeira, os clubes brasileiros estão insatisfeitos com a Dry World. As reclamações são várias, mas as principais são os atrasos na entrega de materiais, além de não cumprir o que foi prometido no contrato assinado. No Atlético-MG, a empresa bancou a vinda do atacante Robinho, que atuava no futebol chinês, e prometeu ajudar parte do salário do atleta, porém, a própria marca está tendo dificuldades para bancá-lo.

No Fluminense, a Dry World apareceu como uma salvadora para o clube, ajudando-os a pagar uma dívida de quase 10 milhões de reais, porém, a crise da empresa também foi influenciada no clube carioca, que só ofereceu os uniformes para as equipes amadoras do Flu depois de 9 meses de contrato. Além disso, o primeiro enxoval produzido para o Fluminense vieram com o escudo fora dos padrões do clube.

No Santa Cruz, não houve sucesso. Em junho, a equipe pernambucana desistiu de assinar com a empresa ciente da crise em que ela passava. O detalhe é que o Santa havia rescindido com a Penalty, apenas para assinar contrato com a Dry.

E no Goiás? Bem, existe um forte descontentamento de dirigentes com a empresa. A Dry World está com atraso nos uniformes para o clube goiano, e até pouco tempo, os jogadores esmeraldinos usavam agasalhos da Kappa, a última fornecedora do clube, que também decepcionou.

Na base, os jogadores esmeraldinos também sofreram com a demora na entrega de uniformes. A direção do Goiás já se reuniu esse ano com a empresa e se mostrou insatisfeito com os serviços prestados até o momento. Já existem boatos de que o Goiás deve rescindir seu contrato com a empresa no final desse ano, e que a Topper é uma das fornecedoras cogitadas a tomar o lugar da Dry em 2017.

Enquanto a Dry World afunda em caos judicial e financeiro, o futuro dela com os clubes brasileiros ainda é incerto, mas quem assinou com a empresa, está pagando mais caro do que se imaginava.

Wagner Oliveira

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1 Comentário Quero comentar!

  • O tal da ganância e falta de visão desses diretores.
    O GEC pode até ser uma marca forte, a tempos deixou de ser. Assinaram com esse povo por conta de dinheiro. Tomaram ré.
    Na época não renovaram com o a PHILCO porque pediram um absurdo, como se do GEC tivesse sempre nas cabeças dos torneios que disputam.. Moral da história: até hoje não tem um patrocinador forte da iniciativa privada, ou pelo menos de médio porte.
    Realmente, vou rever meus conceitos a respeitos de alguns assuntos.

    Comentário by Wendll Faleiro — 3 de novembro de 2016 @ 16:54

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