As estrelas da companhia brilharam 10 novembro 2014 THIAGO

O Goiás entrou em campo contra o Bahia precisando vencer. Sabia que não seria fácil. E realmente não foi.
O time baiano veio fechado, retrancado, com o firme propósito de manter o placar empatado. E conseguiu nos primeiros quarenta e cinco minutos.

Drubscky teve sua parcela de culpa. Ele sabia que o tricolor baiano viria retrancado, no entanto, ao invés de avançar o time, escalou quatro volantes: David, Thiago Mendes, Amaral e Ramon. E não adianta tentar tapar o sol com a peneira: Ramon é meio-campo defensivo.

Necessitando furar a retranca, Drubscky finalmente se convenceu que não precisava de tantos atletas defensivos e sacou Ramon para fazer entrar o Bruno Mineiro. Esse jogador desequilibrou o jogo?? Claro que não, mas Erik, outrora sozinho no ataque, passou a ter companheiro, obrigando o Bahia a designar um homem para marcar o atacante que entrara em campo.

Meio-campo descongestionado, o futebol do cérebro do time, Esquerdinha, apareceu. Em uma assistência fantástica, lançou Tiago Mendes na área, que tocou para o garoto revelação do campeonato, Erik, na cara do gol. Não teve perdão. Goiás 1×0.

Correndo risco de rebaixamento, o Bahia, finalmente, saiu para o jogo. Era tudo que o Goiás queria… Bola roubada na defesa,
outra assistência esplendorosa de Esquerdinha, outro gol do Erik. Estava selada a vitória.

Seis minutos depois Esquerdinha entrou driblando e sofreu falta na entrada da área. Tiago Mendes pediu a David para efetuar a cobrança. O inesperado aconteceu: Ele bateu ao estilo R49, a bola passou por baixo da barreira, quando aquela subiu para tirar de cabeça, e foi morrer, rasteirinha, no fundo do gol de Marcelo Lomba.

Fatura liquidada. Sem chances de reação para o time da boa terra. Já havia decorrido trinta minutos do segundo tempo. Goiás 3×0 Bahia.

O placar foi elástico é bem verdade, porém, foi um confronto difícil e a maior prova disso foi ter terminado empatado, sem abertura de contagem, ao final do primeiro tempo.

A agremiação esmeraldina atingiu o patamar de (44) pontos. Está virtualmente livre da zona de rebaixamento. Ainda não está matematicamente salva da degola, contudo apenas um desastre de proporções dantescas colocaria o Goiás na zona maldita.

Faltando cinco rodadas, o time verde tem (10) pontos de frente para décimo-sétimo colocado. Teria que acontecer uma série intensiva de derrotas do Goiás, combinado com outra sequência de vitórias dos times ameaçados… Considerando-se que o Goiás não esteve, em momento algum do torneio na décima-quinta ou décima-sexta posição, não creio que isso ocorra nesse momento. Passaporte carimbado para a série A em 2015.

Analisando, sem paixões, com o elenco pífio que foi montado para 2014, manter-se na primeira página da tabela classificatória está de bom tamanho. O time é limitado. Não cabe aqui, devaneios hipócritas. A equipe tem um goleiro, um armador e um finalizador que esbanjam categoria. Fato. O resto está nivelado por baixo.

Em síntese: considerando os amadorismos da diretoria, a questionável qualidade técnica do elenco, as improvisações e invenções do técnico “pardalesco”, O Goiás foi longe demais…!!

Juninho BILL

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