Após reflexão, é hora de esquecer!! 9 julho 2014 Felipão

O que verdadeiramente se viu ontem na semifinal da Copa 2014, foi um “revival” da derrota do Atlético/MG por 3×1 contra Raja Casablanca no mundial interclubes (2013); do Santos contra o Barcelona (4×0), no mesmo torneio (2011); ou mesmo o vexame da seleção brasileira na final da copa do mundo contra a França, quando perdeu por 3×0 (1998).

 

Em todas essas quatro derrotas, as equipes estavam irreconhecíveis, dominadas e se tornaram presa fácil para os adversários. Pareciam que os algozes jogavam em ritmo de coletivo enquanto os brasileiros admiravam, atônitos, os passeios dos rivais. Uma espécie de “dream team” contra a equipe amadora da cidade.

 

O Brasil de 2014 foi ainda pior; de candidato ao título foi solenemente humilhado como se fosse a pior equipe entre as trinta e duas que participaram do campeonato. 7×1 foi muito. Aliás, foi a pior derrota da equipe, em todos os tempos, em jogos oficiais. Sem poder de reação e inacreditavelmente apático, levou cinco gols em dezoito minutos! Bernard, o substituto de Neymar, que tinha “alegria nas pernas” e que deveria jogar pela ponta esquerda segurando os avanços do Phillipp Lahm, astro e capitão alemão, parecia uma criança jogando no meio de adultos. Estava perdido, sem noção. Foi desanimador.

 

Não posso admitir que um time que se abale tanto psicologicamente por causa da inesperada perda do ídolo Neymar ou pela suspensão do líder Tiago Silva. Em que pese eu ter visto a seleção de 1998 prostrar após a convulsão do Ronaldo, além de recentemente ter visto o Uruguai se abater por completo após a suspensão do vampiro Suarez, custo a crer que tais fatores possam ser tão determinantes a ponto de aniquilar uma equipe de futebol. Será essa a cortina de fumaça que a direção da CBF vai trazer à baila para explicar o vexame, com o decorrer dos dias??

 

O técnico Felipão agora é crucificado, todavia a ampla maioria dos torcedores e da imprensa aprovaram sua contratação, em substituição a Mano Menezes. Houveram erros cabais na escolha dos jogadores de meio campo que foram convocados para disputar o mundial. Isso restou claro!! A bola não passava pelo meio para chegar ao ataque!! Como uma equipe de futebol pode sobreviver sem um meio campo pensante?? Houveram sim outros erros desastrosos, contudo descrevê-los aqui tornaria o texto longo, repetitivo e enfadonho…

 

A Alemanha não tem méritos?!?!? Claro que tem, mas o placar contra o Brasil foi surreal. Vimos o time germânico na disputa das fases anteriores da copa e pode-se garantir: a equipe não é, definitivamente, a oitava maravilha do mundo. É um bom e organizado time. Nada além.

 

A derrota para a Alemanha nas semifinais da Copa do Mundo proporciona um choque de realidade para o futebol brasileiro?? Ganhar a Copa das Confederações significa alguma coisa?? Já somos tricampeões desse torneio – três vezes consecutivas (2005 – 2009 – 2013) – e até agora não nos valeu para absolutamente nada. Trata-se de uma fantasia?? Uma doce ilusão, uma prévia de que temos um time preparado para uma copa do mundo?? A realidade desmistifica tais conceitos…

 

Torci para o Brasil. Não me arrependo. O sentimento tupiniquim falou mais alto em meu coração, e, apaixonadamente, gritei, vibrei, comemorei. Me senti perdido ontem como em qualquer derrota, da mesma maneira que fiquei quando o Goiás Esporte Clube deixou escapar o título da Copa Sul Americana (2010). Faz parte do jogo perder, é o que todos dizem, mas no fundo, ninguém gosta, nem tampouco, aceita.

 

Vi alguns abutres confundir a seleção brasileira com política, com rede globo de televisão e com as mais variadas sandices, idiotices, além de piadas imbecis. Respondi alguns, porém percebi que no alto de sua ignorância alguns “brasileiros” que se declaram “bairristas”, não seriam capazes de desvincular uma coisa da outra. Seria inútil apresentar um rol de argumentos, na medida em que na maioria das vezes que as pessoas formam uma opinião, elas dificilmente reconhecem erros ou equívocos.

 

A lição foi reprisada. A Copa não estava comprada. Tropeçamos em nossos próprios erros ou talvez em nossa soberba. Sejamos humildes para reconhecermos que o futebol brasileiro precisa ser repensado, em todos os níveis, desde as categorias de base dos clubes até a seleção principal. Foi vexatório, sem dúvidas. É hora de reagir.

 

Até a próxima quarta!!

Juninho BILL

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Jornalista e Bacharel em Direito

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