Aplicação tática. Resultado: três pontos a mais! 26 setembro 2016 Oeste 1x2 Goiás

O Oeste é o time com maior número de passes certos no campeonato: 14.946 (média de 553 por jogo). É também o líder em posse de bola: média de 65% por partida. Contra o líder Vasco, na 24ª rodada, foram 65% de posse de bola e 537 passes certos. Contra o lanterna Sampaio Corrêa, na 12ª rodada, foram 69% de posse de bola e 681 passes certos. Isto é, a equipe paulista mantém o seu modelo de jogo independente do adversário.

Isso não acontece por acaso. É exaustivamente treinado pelo técnico Fernando Diniz. E contra o Goiás foram 553 passes certos e 71% de posse de bola. Dentro da média da equipe no campeonato.

Portanto, a estratégia de Gilson Kleina, no primeiro tempo, foi atuar com o sistema defensivo num bloco médio para se posicionar para contra atacar.

Xina 1

Goiás com duas linhas de quatro em bloco médio (Reprodução: SPORTV).

O Goiás não atuou em bloco alto porque o Oeste é treinado para sair dessa situação (repararam que o goleiro também participa da peleja com os pés?). Também não tem preparo físico para ter intensidade nesse tipo de jogo durante os 90 minutos. E não atuou em bloco baixo para não dar campo demais ao time paulista que tenta jogar em todas as fases do jogo com maior número possível de jogadores.

Deu certo. O time esmeraldino chegou ao intervalo com 30% de posse de bola e apenas 108 passes certos, mas com 7 finalizações e 2 a 0 no placar. E dessa vez, ao contrário do que aconteceu contra o Bahia, tinha Léo Lima para fazer os passes em profundidade.

Momento do cruzamento para o primeiro gol: Murilo, em partida tática impecável, também apareceu como opção para o cruzamento de Rossi (Reprodução: SPORTV).

Momento do cruzamento para o primeiro gol: Murilo, em partida tática impecável, também apareceu como opção para o cruzamento de Rossi (Reprodução: SPORTV).

Léo Lima faz o passe em profundidade para Rossi no início do primeiro gol. Faltou esse passe contra o Bahia (Reprodução: SPORTV).

Léo Lima faz o passe em profundidade para Rossi no início do primeiro gol. Faltou esse passe contra o Bahia (Reprodução: SPORTV).

 

Sem conseguir entrar na área efetivamente trocando passes, Fernando Diniz mudou a estratégia para o segundo tempo com cruzamentos para a área ainda da intermediária. Foram 15 cruzamentos com a bola rolando somente na etapa complementar, sendo 12 com o pé trocado (cruzamento pelo lado esquerdo com o pé direito e vice-versa). Ou seja, procurando sempre a bola em diagonal.

Isso afundou as linhas do Goiás. E projetou mais perigo ao goleiro Márcio porque sempre tinha um jogador entrando na área por trás da defesa. O gol do time paulista nasceu assim.

 

Gol do Oeste nasceu em um cruzamento da intermediária em diagonal. Wesley Matos entrou para não deixar o Oeste em superioridade numérica dentro da área do próprio Goiás (Reprodução: SPORTV).

Gol do Oeste nasceu em um cruzamento da intermediária em diagonal. Wesley Matos entrou para não deixar o Oeste em superioridade numérica dentro da área do próprio Goiás (Reprodução: SPORTV).

Com as linhas baixas, o Goiás praticamente não contra atacou no segundo tempo. Deu apenas 41 passes certos em toda a etapa complementar. Assumiu um papel de absoluta passividade levando em consideração o resultado que construiu no primeiro tempo. E para o corrigir o problema defensivo nos cruzamentos, Gilson Kleina colocou Wesley Matos e equilibrou a primeira linha defensiva contra as investidas do time paulista.

Conciliar resultados imediatos e deixar um legado tático para 2017 é o objetivo do atual treinador que chegou há menos de um mês e já na parte final da temporada. Portanto, o saldo é positivo. Não só pelos três pontos. Mas pela aplicação tática de todos os jogadores.

Rodolpho Chinem

 

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