A vingança mais honrada é aquela que não se executa! 12 julho 2015 cruz x goiás

A última vez que me lembro do goleiro Harlei  jogando uma partida de futebol pela série A, foi exatamente contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte (MG). Era a primeira rodada do campeonato brasileiro de 2013. O jogo foi no Estádio Independência, uma vez que o Mineirão estava sendo reformado para a Copa do Mundo. Foi uma despedida vexatória. O Cruzeiro, avassalador, encaixou cinco gols. Diego Souza aos (5’), Bruno Rodrigo aos (30’), Nilton aos (40’) e Borges aos (42’) do primeiro tempo; Nilton, aos (34’) do segundo tempo, fechou a goleada de 5×0. Após esse desastre, acertadamente o técnico Enderson Moreira sacou Harlei do time, escalando em seu lugar Renan, que permanece na equipe até a presente data.

Foi uma melancólica despedida. Para os(as) “harletes”, o fim de um era. Para aqueles que estavam cansados de sua impáfia, de suas “panelas” visando sucumbir seus desafetos, de suas armações para derrubar técnicos, entre outros episódios, foi o apogeu, enfim, a glória.

Harlei - Jornal O DiaAs recordações de Harlei sobre o time do Cruzeiro, jogando em BH contra o Goiás, definitivamente, não são as melhores. Certamente esse filme vai passar na cabeça dele na hora do jogo hoje à tarde.

Após abandonar os campos, o ex-arqueiro recebeu como prêmio, pelos “bons” serviços prestados, o cargo de diretor de futebol, mesmo não possuindo qualquer experiência para o desempenho da função.

Resta claro, portanto, que uma nova derrota vexatória não fará que Harlei Menezes seja demitido, afinal já cometeu sandices piores no cargo que atualmente ocupa e continuou inabalável. Seu “protetor”, o Imperador Oculto, é forte, tem poder. Logo, destituir o ex-goleiro do poder não é tarefa fácil, nem mesmo para o presidente Rassi.

É uma pena…

Se eu – e garanto que 80% dos esmeraldinos! – tivéssemos a plena certeza que nova derrota avassaladora para o Cruzeiro o faria ser imediatamente demitido, nós torceríamos, como nunca aconteceu antes, para que esse revés ocorresse…

Seria a nossa primeira vez a torcer contra o Goiás, mas seria por uma boa causa. Paradoxalmente, não seria a primeira vez do Harlei, não é mesmo?? Afinal, ele já confessou que entregou jogos para derrubar treinadores… e por consequência, prejudicar a agremiação esmeraldina que um dia ele disse amar.

Neste caso, a torcida estaria “quite” com o ex-goleiro. Uma espécie de vingancinha sarcástica…

Ocorre que uma derrota não vai culminar com a demissão dele e nem tampouco eu conseguiria torcer contra. Então, continuemos a tolerar a incompetência do rancoroso “ex-ídolo”. Vida que segue…

É necessário, mesmo com a existência de tetos salariais, contratar reforços – o quê até agora Harlei não conseguiu!; É medida urgente administrar melhor os contratos dos jogadores da base para que não saiam do clube de graça; Também é salutar cessar os revanchismos contra desafetos de outrora; além de ceder mais autonomia e espaço para negociações ao departamento de marketing, etc, etc, etc…  Que fique claro e explícito: a demissão de Harlei Menezes não resolve todos os problemas do Goiás. Entretanto, talvez a demissão fosse necessária para que o Imperador Oculto experimentasse um choque de realidade.

Sonha, Bill… vai sonhando, pode sonhar…!! O PT ainda não tarifou os sonhos…

JulinhoIIIVoltando ao jogo contra o atual bi-campeão brasileiro, que tarefa difícil o tal do Julinho Camargo, arrumou para sua vida!! Estrear contra um adversário direto, no território inimigo, que tem o mesmo número de pontos – e só está melhor classificado por ter uma vitória a mais – é parada indigesta. E o pior: a equipe celeste vem oscilando e na última quarta-feira, perdeu para o Fluminense no Rio de Janeiro. Portanto, precisa do resultado positivo! Para se ter uma ideia do tamanho do problema, do (12º) colocado, o próprio Cruzeiro, passando pelo Goiás (14º), até o (17º), o Internacional, todos tem (13) pontos ganhos.  

Portanto, é o chamado jogo de (06) pontos. Perder esse confronto, significa se aproximar da degola e ao mesmo tempo, assistir o rival se distanciar. Talvez o técnico verde, o “Camarguim”, nunca tenha encontrado ou enfrentado o antipático Luxemburgo; talvez nem mesmo tenha ido ao novo estádio do Mineirão. Tudo será novidade. Entretanto, não há tempo para deslumbramentos! A ordem é arregaçar as mangas e fazer o time jogar de forma tal, que pelo menos, não perca o confronto. O treinador demonstrou humildade e inteligência mantendo o mesmo time que goleou o Santos na última rodada. Começou bem. Essa equipe, mesmo que a trancos e barrancos, está entrosada e isso é um bom começo, quando se trata de esporte coletivo.

A tarde será de observações. “Camarguim” de olho no time, e eu de olho nele… Com a bola rolando, teremos condições de avaliar se o Goiás vai ou não passar sufoco na série A; Se o gorduxito tem cacoete de técnico ou é mais um aventureiro; Ou, por fim, se é apenas mais uma invenção do “gênio” Harlei…

Isso é tudo, por hoje, Família Esmeraldina! Até domingo que vem…!! 

    Juninho BILL

(Fotos: Jornal O Dia e Jornal O Popular)

* O título deste artigo opinativo foi adaptado de uma célebre frase do renomado escritor espanhol do Século XVII, Francisco Quevedo;

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