A Estrela que só brilha na Serrinha 15 fevereiro 2015 Felipe Menezes

Domingo é dia de futebol. Exceto domingo de carnaval. Será que esse feriado – acreditem: religioso! – tem mesmo essa importância?? Tudo pára, tudo entra em estado de letargia… Alguém aí já leu sobre a origem do carnaval??

Esse espaço não é ideal para discutir crenças ou dogmas religiosos. Paremos com questionamentos acerca desse tema…

Voltemos ao Goiás Esporte Clube.

Após ganhar – e convencer – o clássico no Serra Dourada contra o ACG domingo passado, o Goiás voltou ao seu estádio, a Serrinha, para enfrentar o Grêmio Anápolis. Este, por sua vez, um dos sérios candidatos ao rebaixamento, todavia, como é costumeiro no futebol, o “nanico” cresce contra o “gigante”. Afinal são onze contra onze e a chance ímpar para os jogadores do chamado time pequeno terem seus momentos de glória. Fazer um gol no papa-títulos pode lhes render um bom contrato na próxima temporada. Não levar gols do favorito também…

Essa foi a tônica do jogo. O time anapolino recuado, jogando por uma bola, disposto a segurar o empate até o último minuto. Quase conseguiu. Não fosse a estrela, que até o momento só brilha no Estádio da Serrinha, Felipe Menezes, o empate sem abertura de contagem teria prevalecido. O gol saiu numa cobrança de falta e foi magistral. Na gaveta(!) como diria os narradores mais antigos…

A bem da verdade, as jogadas que poderiam culminar em gols, foram frustradas pela eficiente retranca do adversário. E o pior: a torcida odeia ver esse tipo de jogo. A cada jogada aniquilada, um suspiro saía do peito do torcedor, numa espécie de: “Ufa…! mas a próxima vai…!!”. E como ela não veio, como de fato aconteceu, começaram os bochichos, o desinteresse, as vaias, enfim. E elas só não ecoaram de forma mais concisa porque haviam apenas trezentas e poucas testemunhas no estádio. O torcedor quer ver gols, quer ver seu time ganhar, mas também quer que o adversário agrida, mostre brios, seja, pelo menos, valente…! o “girador de catraca” também gosta de ver a defesa de seu time do coração ser testada e, principalmente, funcionar!

O questionamento surge:  porque a tão badalada e poderosa equipe do Goiás, superior em todos os quesitos aos demais adversários do regional, não conseguiu converter gols com a bola rolando?? A resposta é simples: se o adversário está retrancado, o ataque tem que ser costurado pelas pontas e não pelo meio! Nesse ponto, surge a causa do problema proposto: os dois alas, Jonathan Bocão e o Atleta de Saturno estavam muito mal no jogo. Aliás, há muito tempo ambos não desempenham com eficiência, os papéis para os quais foram designados.

Além disso, como foi bem lembrado pelo cronista esportivo Cícero Junior logo após o jogo, o atacante Danilo – caramba! como joga mal esse rapaz! – também não puxava a marcação adversária, o quê, fatalmente facilitaria a vida do pequeno príncipe Erik e do cérebro Esquerdinha.

Pois bem, não havendo jogadas pelas laterais, nem tampouco deslocamento da marcação, o jogo tumultuou pelo meio, e isso, era tudo que o Grêmio Anápolis queria.

Felipe Menezes, o Rei da Serrinha, saiu do banco de reservas para ajudar a agremiação verde. Ele entrou driblando pela meia direita e foi derrubado. Cobrou a falta com perfeição e fez a alegria de todos os esmeraldinos. O goleiro nem se mexeu. Perdeu a chance de sair na foto.

Não é que o Goiás não merecesse ganhar! Merecia sim…! foi jogo de ataque contra defesa, todavia, não precisava ser tão dramático!! Wagner Lopes e seu esquema não podem ser responsabilizados, se a causa dos problemas são as deficiências técnicas dos atletas.

Então, tá combinado: se os dois alas por enquanto não têm substitutos, o jeito é continuar a “sofrênça”. Entretanto, Danilo provou que não tem “pedigree” para jogar com a camisa verde. Ou o treinador coloca o Bruno Henrique, ou entra com dez mesmo… Com Danilo em campo, o adversário joga com doze!!

Isso é tudo, por hoje, Família Esmeraldina! Até domingo que vem…!!

Juninho BILL

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Jornalista e Bacharel em Direito

1 Comentário Quero comentar!

  • O Goiás, poderia na época ter tentado o Viola do Anapolina, ao invés do Danilo. Tudo bem que na época o cara tava machucado, mas o Danilo é tipo Neto Baiano, Bruno Mineiro, Samuel, ou seja, faz parte da turma de inúteis, que a diretoria TOLA do Goiás achou que serviria para o ataque, e detalhe, tudo que se pagou para esses inúteis atletas, daria para ter pago pelo Walter, kkkkkk mas o Goiás é tipo o TOP FIVE DO CQC, sempre tem uma PÉROLA kkkkkkkkkkk

    Apelo:

    Pelo amor de Deus, Contratem dois laterais esquerdos, ou mude o esquema para o 3-5-2 para ver se sabem armar e atacar, porque Diogo Barbosa (susp por doping) e Felipe Saturnino, não sabem marcar.

    Bruno Henrique, Ruan, nos ajudem!!

    Comentário by Felipe — 16 de fevereiro de 2015 @ 4:39

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