A crise esmeraldina é de gestão e planejamento! 5 julho 2016 gestao-de-crise-redes-sociais

O Goiás Esporte Clube é um time que não tem objetivos, metas e direção. Quem não sabe aonde quer chegar, não chega a lugar nenhum, time que não tem meta não é gerenciável. Se analisarmos do ponto de vista gerencial o time do Goiás, encontraremos alguns pontos a observar:

1. Objetivo (Longo prazo): Não se vê no Goiás um objetivo realmente DEFINIDO. Tanto nas conversas dos Diretores quanto de jogadores o que fica nítido é que não temos rumo nenhum, não se sabe o que quer, aonde quer chegar, o que querem fazer, se é escapar da zona (negam tudo) se é o acesso (nunca cogitaram de forma veemente a busca). Quando não estão claros esses objetivos o que acontece é exatamente uma baita confusão pois não se sabe ao certo o que querem, erros após erros e volta em decisões já tomadas por medo ou indefinição;

2. Gestor: Se o líder está perdido nas suas decisões, comete erros mas não consegue reverter os erros e se mostra inapto a passar para seus liderados o que devem fazer e como fazer o resultado só pode ser um, baixo desempenho. É como se ele não soubesse o que está fazendo e os jogadores percebendo isso fazem o que querem e da forma como querem, além de frustrar toda a equipe pois acordos, posições e metas feitas ao grupo não são cumpridas pelo Presidente, inclusive com o torcedor;

3. Direção: Através de estratégias (Missão, visão e valores, etc), objetivos e metas individuais e geral (curto prazo) é que se delineia aonde quer chegar e por quais caminhos, é nítido que o Goiás não tem um rumo dentro do campeonato, incentivos e motivação são escassos e esperar que apenas a motivação financeira resolva certos problemas É UM ERRO. Eu cravo isso novamente, já havia dito que isso só resolve a curto prazo e está acontecendo. Jogador também tem objetivos próprios, ganhar dinheiro, títulos, jogar bem, ir para um clube grande, motivação financeira não é a única a fazer esse papel, só vai ser realmente motivadora se estiver aliada á questões que o dinheiro não pode comprar. São estímulos intrínsecos, precisam se sentir parte de algo, que seu esforço renderá algo que não só o dinheiro que irá ganhar, precisam evoluir a medida que se esforçam e claro serem notados, precisma ter orgulho do que está fazendo, principalmente precisam de liderança que os mostrem os caminhos e o que podem ganhar com o alto rendimento;

4. Planejamento: Dizem alguns que existe planejamento, mas a verdade é que nunca existiu. Planejamento consiste em analisar os dados existentes, entender o que foi feito de errado anteriormente e que culminou em um resultado indesejado, formular os objetivos e metas do clube, as estratégias que serão utilizadas para alcançar os objetivos e metas e principalmente criar mecanismos e identificar POSSÍVEIS falhas e suas soluções. Desse modo a Gerência mostrou não ter conhecimento do que poderia acontecer, não existia nenhuma alternativa ao tentar de todas as formas solucionar o problema, tentar trazer jogadores de nome, tentou premiação, mas faltou o principal, gestão. A gestão consiste em planejar as ações que deverão ocorrer para que se alcance o objetivo geral, direcionar as pessoas a cumprirem as estratégias propostas para a consecução dos objetivos, ter o controle das variáveis a fim de corrigir os problemas e manter as ações que estão dando certo, sempre baseado nos dados e números. Isso o Goiás nunca fez haja visto a situação atual do clube e a inércia do Goiás perante os resultados ruins, como se tudo estivesse bem.

Thiago Rosa de Faria

Torcedor do Goiás, formação superior em gestão de negócios e sócio-proprietário da Ares – Ar condicionado.

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